domingo, 31 de julho de 2011

Segredos, Mentiras e Emoções - Capítulo 18

No dia seguinte, Alex foi ao colégio. Ao contrário do que imaginava, o colégio público era enorme. A estrutura era idêntica a de um colégio particular e talvez até melhor em alguns pontos. Ficou observando para ver se conhecia algum rosto, mas todos pareciam ser diferentes para ela. Foi à secretaria pegar o horário de aula e saiu olhando para o papel quando esbarrou em uma garota que tinha pinta de ser uma daquelas patricinhas populares.

-- Não olha para onde anda não, garota?! Da próxima vez que você encostar em mim, não vai saber de onde apanhou!

Alex se afastou da garota, pois não queria fazer nenhuma bobagem e ser expulsa no primeiro dia de aula. Preferiu sair de perto dela e ir para outro lado. Recebeu um voto de confiança de Victória e queria provar que podia mudar sua vida dali pra frente. Pediu ajuda a um rapaz para chegar à sala de aula e, assim que chegou, sentou-se no fundo da mesma. Percebeu que a garota que havia se incomodado com ela era da mesma turma. Por azar do destino sentou perto de Alex e ficou fazendo piadinhas.

Alex já estava perdendo a paciência e não via a hora de avançar na garota, mas fez um esforço e se conteve no exato momento em que a professora entrou na sala. A professora entrou e caminhou em direção a mesa de Alex que já previa que iria se dar mal mais uma vez na vida. Mas, por sorte, ela parou em frente a garota.

-- Melissa, como havia dito anteriormente, esta semana você não irá assistir as minhas aulas então, por favor, se retire da sala e vá para a secretaria.

-- Tudo bem! Aí garota! A gente se fala mais tarde...

Alex sequer olhou para ela, mas percebeu que já tinha conquistado uma inimiga naquele colégio, sem nem saber a causa. Depois da saída de Melissa a aula transcorreu normalmente e não teve mais nenhum problema com ninguém, seja professor ou aluno.

No intervalo para o lanche foi para o refeitório e procurou por um lugar para sentar. Não queria ser inconveniente e sentar onde não era bem vinda. Notou que havia uma mesa completamente vazia no meio do salão. Já estava se dirigindo para ela quando viu a pessoa que estava em seu pensamento nos últimos dias: “Patrícia”. Caminhou em direção a ela.

-- Patrícia, oi!

Patrícia levou um susto por que não esperava nunca encontrar com Alex.

-- O que você está fazendo aqui? Está me seguindo?

-- Será que podemos nos falar um minuto. Eu queria te explicar umas coisas.

Patrícia se virou para as amigas e com uma cara de deboche e pouco caso disse que ali estava a garota que esteve rastejando por ela no colégio em que estudava anteriormente.

-- Como assim?!

-- Não disse! Esta daí acha que é alguém para falar comigo. Primeiro você terá de se transformar em uma pessoa, para, só depois, vir falar comigo! Pegue uma senha, quem sabe dá tempo de chamá-la ainda hoje.

-- Não percebeu que não falamos com retardadas, garota! Agora se manda daqui que temos mais o que fazer do que ver uma “João ninguém” circular pelo refeitório. - disse Valéria, nova amiga de Patrícia.

-- Você vai ver, uma hora vai precisar de mim!

-- Isto é uma ameaça?! Por que se for, está longe de conseguir o que deseja. – disse Patrícia se fingindo de forte diante das amigas.

Alex saiu de perto delas super chateada. Queria contar para Patrícia que pensava nela e no quanto sentia sua falta, mas diante do tratamento que recebeu só pôde pensar em como ainda teve sentimentos por ela. Uma pessoa como ela não deveria ocupar seus pensamentos e nem um lugar em seu coração. Resolveu sentar na única mesa vazia do refeitório. Apesar de não entender por que aquela mesa estava completamente vazia se sentiu mais a vontade nela.

-- Nossa! Aquela sua amiga está encrencada! Olha só onde ela foi se sentar! – disse Valéria olhando para os lados para ver se via alguém da turminha.

-- Ela não é minha amiga e não me importo com o que vai acontecer a ela assim que a turma da Katherine aparecer ali. No mínimo vão expulsá-la de lá.

-- Bem vamos saber agora. Lá vem a Kamila. Agora ela está perdida.

Kamila chegou à mesa e parou atrás de Alex e logo pediu para que ela se retirasse da mesa que a mesma estava ocupada.

Sem olhar para a pessoa atrás de si, Alex respirou fundo e continuou com seu lanche. Estava tão chateada com o que Patrícia havia dito que não se importou se criaria problemas ou não com a atitude que estava tomando.

-- A mesa é enorme, tem lugar para mais gente. Ou você é grande o suficiente para ocupar a mesa inteira?

-- Está querendo comprar briga com a pessoa errada, garota! Se você não sair, irá se arrepender, porque prometo que farei com que sua vida neste colégio se torne um inferno!

Alex se levantou da cadeira furiosa com o intuito de encarar a moça. Não queria mais se dar mal na vida. Pensou que não importava mais nada. Mas assim que viu o rosto a sua expressão mudou e ficou mais aliviada.

-- Kamila! Oh meu Deus, é você?!

-- Alex! Menina! O que você está fazendo aqui?

-- Uma longa história... Mas nunca fiquei tão feliz em ver um rosto conhecido.

-- Não sei se te bato ou te dou um abraço. - disse Kamila, dando um abraço em Alex.

-- Eu quem deveria te bater. Então, o que está fazendo neste colégio, além de ameaçar pessoas indefesas que sentam em uma mesa vaga com o intuito de somente lancharem?

-- Desculpa. Não sabia que era você. Bem, estamos aqui porque “você sabe quem” colocou uma bomba no nosso antigo colégio. Repartiu gente pra tudo quanto é lado.

-- Katherine também está aqui?

-- Sim. Deve estar treinando, mas depois você a vê. Preciso saber das novidades! O que tem feito? Para onde foi que sumiu tanto e por que não deu notícias?

Melissa viu que Alex estava na mesa e já ia começar uma discussão com ela. Mas quando reparou que ela conversava normalmente com Kamila não disse nada. Sentou próxima e pediu desculpas pelo modo que havia agido anteriormente.

-- Esta garota entrou na turma também. Foi bem mal educada comigo.

-- Não irá acontecer novamente, eu prometo. – disse Melissa que acabou ficando sem chão com o olhar frio que recebeu de Kamila.

Enquanto permanecia calada sem comentar nada, Melissa viu Johnny se aproximar e dar um abraço em Alex por trás.

-- Alex, que saudades de você, garota! Por onde esteve este tempo todo?

-- Por aí... Fui presa, apanhei e virei lésbica...

-- Nossa tudo isso em menos de dois meses. Mas, me diga, sua mãe vai deixá-la estudar em um colégio público? – Kamila olhava fixamente para os olhos de Alex tentando desvendar o quê de segredo continha neles.

--Isto faz parte da historia. Aquelas pessoas são passado. Agora só irei me concentrar em mim. Eu comando a minha vida de agora em diante.

-- Dorme lá em casa hoje?

-- Não posso Kamila, estou morando de favor na casa de uma amiga. Quem sabe outro dia.

A conversa entre eles continuou com outros assuntos que foram surgindo a cada instante. Queriam matar a saudade do tempo que não se viam.


CAPÍTULO 1     CAPÍTULO 2     CAPÍTULO 3     CAPÍTULO 4   CAPÍTULO 5   
CAPÍTULO 6     CAPÍTULO 7     CAPÍTULO 8  CAPÍTULO 9     CAPÍTULO 10  
CAPITULO 11   CAPÍTULO 12  CAPÍTULO 13  CAPITULO 14    CAPITULO 15  


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Segredos, Mentiras e Emoções - Capítulo 17

Susan saiu do colégio acompanhada das filhas. Nenhuma das três comentou o assunto enquanto se dirigiam para casa. Cada uma estava ocupada com seus pensamentos acerca do acontecimento daquele dia.

Assim que chegaram em casa, Susan se encaminhou ao escritório e fez uma ligação com uma denúncia e, em pouco tempo, Edward foi preso.

Enquanto se martirizava no escritório por todas as ações que havia feito anteriormente, a porta do escritório se abriu e uma Verônica com um rosto abatido entrou, já indo se sentar numa poltrona afastada da mesa.

-- Sei que fui errada demais com minha filha, mas espero que ela venha a me perdoar algum dia. – Susan disse em meio a uma lágrima que rolava pelo seu rosto.

-- Mãe! Eu fiz algo muito errado na história da Alex.

-- Como assim!

-- Fui eu quem ligou para a mãe daquela garota com quem Alex esteve envolvida. E foi por este motivo que Alex tentou se matar... Mãe, me perdoa... Eu só queria dar uma lição nela, não queria causar nada grave na vida dela. – Verônica começou com a chorar e Susan foi confortá-la.

-- Não acho que ela tenha tentado se matar por este motivo. Não se preocupe, vamos conseguir a confiança dela novamente e logo ela estará conosco.

-- Onde será que ela está agora? Ela pode precisar de ajuda... Mãe, será que ela vai me perdoar algum dia?

-- A gente vai encontrá-la... Quanto a perdoar, assim que passar a raiva, ela pode dar abertura para que nos aproximemos novamente. Agora fica calma que tudo vai dar certo.


Neste meio tempo Alex foi para a casa de uma amiga. Chegando ao prédio procurou saber se a amiga em questão estava. Como a notícia foi negativa, disse que a aguardaria. O porteiro que conhecia Alex por já tê-la visto por lá algumas vezes, procurou saber se ela não gostaria de esperar dentro do prédio, na área de recepção. Mas Alex preferiu esperar do lado de fora. Não sabia qual seria a reação da amiga ao vê-la ali. Ficou sentada em um degrau próximo a entrada enquanto pensava no que faria de sua vida dali em diante. Tantas coisas aconteceram em tão pouco tempo. Pensou em milhares de situações que pudessem mudar se não tivesse acontecido nada com ela. Mas apesar das coisas ruins em sua vida, adorou poder se sentir amada, mesmo que por pouco tempo.

Um sentimento diferente do que sentia por homens. Gostar de mulher era uma novidade, mas uma novidade maravilhosa que fez com que Alex crescesse. Que descobrisse que dava para ser feliz ao lado de uma mulher. Naquele momento pensou em Patrícia. “Onde ela estaria? Com quem? Será que já tinha outra namorada?” Estes pensamentos ficaram surgindo na mente de Alex, foi quando alguém parou em sua frente.

-- Aconteceu alguma coisa com você Alex? – Victória fez esta pergunta vendo que Alex não trazia nada com ela. Nenhum pertence.

-- Vic, queria te pedir um favor...

-- Vem, vamos entrar. Por que não me ligou? Poderia ter te encontrado em outro local.

-- Estou sem telefone.

-- Então, como estão seus pais?

-- Não gostaria de falar sobre esse assunto, pode ser? Na verdade estou aqui pra te fazer um pedido. Você me deixaria ficar aqui? É só por um tempo até que eu consiga um emprego... Aí as coisas ficam mais fáceis.

-- Está doida?! Você é menor de idade! Qual o real motivo de você estar aqui? Não esta fugida de casa ou está?

-- Não estou não... Elas me viram quando decidi ir embora... Só pedi pra nunca mais vê-las.

-- E como vai conseguir o emprego sem autorização de sua mãe?

-- Eu minto sobre minha idade.

-- Nem pensar. Vamos encontrar uma saída. Faremos o seguinte, a princípio: deixo você tomando conta do apartamento, mas precisamos saber sobre o colégio, porque você precisa estudar.

-- Acho que vou parar de estudar.

-- Por que você não me conta o que está acontecendo? Talvez eu possa ajudá-la.

-- É complicado, Vic. Prefiro que não saiba de nada por enquanto. É mais simples deste modo: não se envolver.

-- Certo. Não vou te forçar a dizer nada. Mas preciso entender até mesmo para não criar problemas para mim. Sabe que não posso me envolver com certos problemas. Vou confiar em você. Agora, por que não vai até meu o quarto de hóspedes? Acho que você deixou algumas peças de roupa por aqui da última vez que veio.

Alex foi até o quarto procurar pelos pertences que havia deixado na casa de Victória. Sempre gostou da amizade que tinha com ela. As duas se conheceram em um trabalho que Alex havia realizado na delegacia onde Vic trabalhava. Pouco tempo depois, Victoria esteve envolvida em um caso de furto na casa de Susan e a amizade se tornou mais sólida. Uma amizade diferente, de contar uma com a outra quando precisavam. Victória era detetive e raramente realizava algum trabalho a pedido de Bárbara, o que a deixava mais próxima de Alex.

Assim que Alex foi tomar um banho, Victória aproveitou para fazer uma ligação para Bárbara que a havia contratado. Bárbara atendeu no mesmo instante, porque estava muito aflita aguardando por notícias de sua filha.

-- Bárbara... Queria avisá-la de que Alex está em meu apartamento. A gente já se conhece há algum tempo e ela veio me pedir ajuda. Acha que devo pedir para mudar os planos e ir para sua casa?

-- Não! Ela não irá aceitar, mesmo que seja você a falar com ela. Se importa de ela ficar aí por alguns dias? Vou tentar fazer com que ela volte por conta própria.

-- Estou pensando em matriculá-la no colégio público Miller. Assim ela perde o interesse de querer trabalhar e deixar de estudar.

-- Em uma escola pública? Preferiria uma escola particular.

-- O colégio tem ótimos professores, inclusive sua irmã que ministra aulas lá.

-- Minha irmã não precisa daquele emprego. Mas tudo bem, pelo menos ela poderá ficar de olho se Alex precisar de alguma coisa. O colégio não é perigoso ou é?

-- Hoje em dia não. Podemos dizer que um colégio não possui segurança por uma ou outra situação ocorrida, mas este é bem seguro sim.

-- Tudo bem. Victória, fica de olho nela por mim e o que precisar e só me contatar.

Assim que conversaram mais alguns minutos, Victória desligou o telefone. Alex apareceu e avisou que iria resolver alguns assuntos e que precisava sair, mas que logo estaria em casa para conversarem mais sério.

Chegando ao colégio Miller, Victória conseguiu inscrever Alex, mesmo com alguma documentação faltando, o que seria providenciado durante a semana. A vaga foi conseguida graças a um pedido especial de Victória que tinha sido aluna daquele colégio há alguns anos e conseguiu ter um bom convívio com as pessoas que lá trabalhavam. Conseguir a vaga foi muita sorte, visto que ficou sabendo de uma explosão em um colégio particular, o que acabou acarretando a transferência de muitos alunos pelos vários colégios da cidade.

Quando chegou ao apartamento, percebeu que estava tudo arrumado. Encontrou Alex na cozinha terminando de ajeitar tudo.

-- Não precisava fazer isso!

-- Precisava sim! Vic, você está fazendo um enorme favor para mim. Eu realmente não tenho para onde ir. Preciso resolver minha vida e este tempo aqui pode me fazer bem.

-- Vamos dar uma volta. O que acha de ir para o colégio Miller?

-- Não tenho certeza. Acho melhor eu desistir de estudar.

-- Se for ficar em minha casa terá que estudar. Realizei sua matrícula e poderá ir a partir de amanhã.

-- Mas como vou conseguir pagar por ficar em seu apartamento?

-- Não se preocupe, não estou passando por dificuldades. Deixo você arrumando as coisas por aqui e tudo estará correto.

-- Obrigada, Vic. Não sabe o que isto significa para mim.

As duas saíram e foram fazer algumas compras. Alex pensou que ali estaria o recomeço de uma nova vida.

 
CAPÍTULO 1     CAPÍTULO 2     CAPÍTULO 3     CAPÍTULO 4
CAPÍTULO 5     CAPÍTULO 6     CAPÍTULO 7     CAPÍTULO 8
CAPÍTULO 9     CAPÍTULO 10   CAPITULO 11   CAPÍTULO 12
CAPÍTULO 13    CAPITULO 14   CAPITULO 15   CAPÍTULO 16


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Kick - Episodio 1 parte 1

Já havia falado de Kick anteriormente, porém desta vez irei colocar todas as cenas da Laila e da Jackie, cada segundo que ela apareceram (isso é brincadeira, por que tem uns momentos bem chatos delas, mas vou tentar mostrar o maximo para que conheçam a série, que apesar de tudo só teve uma temporada lá na Austrália). Foram poucos mas vale a pena. E como eu continuo dizendo a Laila é muito gata. Mas vamos as fotos deste primeiro episódio.

Este cara com a Laila é o namorado dela, Sharif. Mas ele não importa, e so repararem na beleza e no modo timido da Laila que é uma fofura. Laila é a morena e Jackie a loira, só para sitaurem kkkkk.







quinta-feira, 14 de julho de 2011

Chopada no Bar da Loirão

Ando meio desligada das festas que estão rolando em Juiz de Fora, primeiro que são poucos que mandam folder e assim divulgar sem imagem fica meio sem graça. E segundo que tava muito caseira não indo a lugar algum, espero mudar isso agora em agosto.

A Próxima festa que irei anunciar é do Bar da Loirão que fica no começo da Avenida Independência, próximo a Praça da Estação. Para quem for curta bastante.

domingo, 10 de julho de 2011

Segredos, Mentiras e Emoções - Capítulo 16

Na sala de vídeo continuou um choro fraco de Susan que percebeu que havia perdido sua filha com as atitudes que tomou anteriormente. Sabia que se fossem levadas a um juiz, Alex jamais optaria por ela. As cenas dos últimos acontecimentos passaram como se fossem flashes diante de seus olhos.

-- Filha, eu...

Alex a interrompeu.

-- Agora virei sua filha, Susan? Quando fui expulsa de casa não o era. Quando fui roubada, presa, apanhei, também não era. Por que seria agora? Eu vou sair deste colégio e de suas vidas. Pra mim todos vocês morreram. Se eu ver algum de vocês na rua, viro o rosto e espero que façam o mesmo comigo.

-- Alex, me perdoa!

Verônica pediu com o rosto banhado em lágrimas. Sabia que seria difícil ser perdoada pelos últimos acontecimentos e, principalmente, pelo que havia aprontado.

-- Eu te disse onde a fita estava! Você só precisava conferir. Te perdoar?! Isso não irá acontecer tão cedo, se é que um dia vai acontecer.

-- Você não conseguirá sobreviver sozinha! – disse Bárbara, ainda tentando se acalmar.

-- Mais sozinha do que eu estava nestes últimos dias? É impossível!

Alex resolveu sair da sala, mas assim que abriu a porta o vigia a segurou pelos braços com certa violência.

Havia poucas pessoas presenciando a cena. Judith havia dado ordens para que nenhuma aluna se aproximasse do local com medo de que pudesse acontecer alguma cena trágica na escola que coordenava com tanto carinho e cuidado.

Alex pedia para ser solta, pois a força que o vigia empregava em seu braço era tamanha que  imaginou que ele lhe arrancaria o braço a qualquer momento, mas o vigia não fazia o menor esforço de atendê-la, até ouvir a voz que se aproximava da porta pelo lado de dentro.

-- Solte-a! Ela não fez nada. – Susan disse de forma autoritária vendo o quanto aquele homem estava apertando o braço da filha.

O vigia atendeu prontamente, mesmo a contragosto. Sua intenção no mínimo seria deixar marcas nos braços de Alex, tamanha a raiva que sentiu ao descobrir que sua arma estava nas mãos daquela garota.

Alex aproximou de Beatriz, mas não conseguiu olhar nos olhos dela.

-- Só uma coisa, Beatriz... Quero meus cartões com as minhas economias.

-- Sabe que não posso dar a você... Você é menor de idade...

-- Tudo bem! Então, se eu virar uma garota de programa, não venham me culpar, porque tentei agir de modo certo. Agora, adeus para vocês.

Alex saiu furiosa do colégio e ninguém teve coragem de impedi-la. Saiu praticamente com a roupa que estava no corpo. Nada do que possuía lhe pertencia e não havia mais necessidade de provar sua inocência. Ganhou a rua, mas se lembrou de uma pessoa que não tinha procurado. Alguém que poderia ajudá-la pelo menos por uns dias até que pudesse resolver o que faria de sua vida daquele momento em diante.


No colégio as quatro pessoas que presenciaram o vídeo ainda estavam abaladas. Sthefany e Verônica não diziam nenhuma palavra. Cabisbaixas, ficaram aguardando que a mãe decidisse ir embora. Não cabia a elas falar, nem sequer podiam dar algum palpite, pois sabiam dos erros que cometeram.

-- Como eu pude ser tão má com minha filha?! – lastimava Susan, ainda limpando algumas lágrimas que recomeçaram a cair pelo rosto.

-- Minha filha você quer dizer! Não quero que se aproxime dela! Você só causou desespero na vida dela! Vem comigo Beatriz, preciso falar com você e não estou em condições de dirigir. – Bárbara disse isso pegando na mão da irmã e a arrastando para o estacionamento.


As duas saíram do colégio apressadas. Assim que entraram no carro, Beatriz percebeu o quanto os olhos da irmã estavam inchados. Imaginou que não viria uma boa notícia dali. Dirigiu de forma calma até tomar coragem de perguntar o que houve.

-- Então! O que foi que a Alex disse que a perturbou tanto para estar neste estado.

-- Ela não apenas disse como comprovou que havia realmente sido violentada.

Beatriz freou o carro bruscamente. De modo a evitar um acidente, dirigiu o carro até o acostamento. Sem saber o que dizer ao certo, ficou em silêncio por um momento.

-- O quê? Oh meu Deus!

-- Viu como me senti. Alex é tão forte, mais que todos nós juntos. Ela tem passado por cada coisa nestes últimos dias que me arrependo piamente de ter compactuado com Susan. Mas agora já passou... Vou fazer o possível e o impossível para que ela possa ser feliz. Mesmo que não seja ao meu lado.

-- Nossa! Também com tudo que ela passou, não me admira a desilusão pela vida.

-- E eu não me perdôo por julgar minha filha por uma idiotice da Susan. Agora só espero que ela possa ter uma vida calma daqui pra frente. Quero recuperá-la e garantir que nenhum mal aconteça a ela novamente.

-- Onde será que ela foi? Saiu tão apressada do colégio e nem levou nada. Espero que ela saiba o que está fazendo. E que não aconteça nada a ela.

-- Antes de vir pra cá, contratei uma detetive particular. Pedi a ela que, se desse alguma coisa errada no que a Alex tivesse em mente,para segui-la e garantir a segurança dela até que eu resolvesse o que faria. Espero que ela tenha conseguido encontrar Alex a tempo.

-- Sabia que aquele rostinho não era de ninguém culpado. Mas deveria ter ido contra suas atitudes e confiado mais nela. – Beatriz estava realmente triste por não ter ajudado a sobrinha mesmo que sentisse que algo não se encaixava naquela história.

Beatriz voltou a dirigir só que desta vez mais devagar, pois o pensamento estava longe. Assim que parou o carro na residência de Bárbara,viu Michael, mas no mesmo instante olhou para sua irmã que pensava a mesma coisa.

-- Não sei como contar uma coisa desta para o Michael... Ele vai querer matar aquele sujeito.

-- Mas precisa contar... Ele precisa saber o que houve.

As duas se despediram com um forte abraço. Bárbara seguiu para casa apreensiva e chamou Michael para uma conversa no escritório. Enquanto relatava tudo o que presenciou, notou o quanto o rosto de Michael se contraía. Dava para perceber algumas veias dilatadas em seu pescoço, tamanha a raiva que ele sentia naquele momento.

-- Vou matar aquele desgraçado!! Como ele pôde fazer isso?!!

-- Não vai adiantar matá-lo! Isso só causaria mais problemas para você. Mesmo que lá no fundo eu concorde com sua vontade, este não é o melhor caminho. Vamos colocá-lo na cadeia por muitos anos. Farei o possível para mantê-lo trancafiado por bastante tempo.

-- Se fosse por mim, eu o mataria com minhas próprias mãos. E como Alex está?

-- Ela saiu do colégio. Mas contratei uma detetive para seguir e dar amparo a ela. Só espero que tenha chegado a tempo de localizá-la.

-- Minha filha esta vagando sozinha pelas ruas. Acho melhor acionarmos a polícia, você não acha?

-- Seria minha primeira escolha, mas acredito que ela esteja bem. Não sei como definir mais meu coração sente isso. Onde quer que ela esteja, espero que tudo dê certo.

Bárbara foi ao encontro de Michael e deu um forte abraço no marido. Precisava daquele abraço para recuperar as energias.

 
CAPÍTULO 1     CAPÍTULO 2     CAPÍTULO 3     CAPÍTULO 4
CAPÍTULO 5     CAPÍTULO 6     CAPÍTULO 7     CAPÍTULO 8
CAPÍTULO 9     CAPÍTULO 10   CAPITULO 11   CAPÍTULO 12
CAPÍTULO 13    CAPITULO 14   CAPITULO 15


The L Word - Episodio 2 - Continuação

Não esqueci de L Word não minha gente, é que andei sumida por causa de trabalho e faculdade que nem deu tempo de escolher as imagens para postar. Mas estou fazendo uma reserva de imagesn kkk para não haver estes problemas novamente.

Continuando, vamos de Shane.Detalhe para o aparecimento de Tammy Lynn Michaels que é lésbica mesma. Tammy participou de do seriado Popular no qual eu me apaixonei por ela em seu papel de Nicole Julian. Era maldosa que só kkk, mas tava linda de morrer. Casou com Melissa Etheridge (cantora) e teve dois filhos com ela. Sei lá com quem ela está agora, mas o casal se separou ano passado. Uma pena!









sábado, 2 de julho de 2011

Segredos, Mentiras e Emoções - Capítulo 15

Alex teve alta no fim da tarde e foi direto para o colégio. Chegando lá, resolveu que ficaria no quarto. Queria pensar em um meio de sair daquele colégio e continuar sua vida. Foi quando se lembrou que havia uma alternativa, pois tinha esquecido os cartões com suas economias na casa de sua tia Beatriz. Com o dinheiro que ganhava de mesada das duas famílias, dava para viver tranquilamente por um tempo sem necessitar de ajuda de ninguém. Mas havia um porém: como convencer sua tia a devolver os cartões? Mas antes de resolver o que faria fora do colégio, tinha de planejar um modo de escapar dali. Começou a se informar mais sobre os passos do vigia. O local que ele ficava não era tão seguro assim. O mesmo não trancava a cabine, nem mesmo as gavetas que guardava o material de uso pessoal.

Alex percebeu que ele não fazia o trabalho corretamente e parecia não estar comprometido com o trabalho que executava, porque fazia a segurança do colégio, mas sequer se preocupava com os equipamentos, nem onde os deixava.


No dia seguinte resolveu ir para a aula, mas estava muito desanimada e foi quando decidiu inventar para a professora que estava passando mal e esta a liberou para tomar um pouco de ar, visto que soube dos acontecimentos vividos por Alex nos últimos dias. Enquanto caminhava pelos corredores viu Sthefany e Verônica. Fingiu que não as tinha visto e passou cabisbaixa perto delas. Mas Verônica aproveitou para alfinetá-la.

-- É mana, teve gente que fingiu se matar só para ter um pouco de atenção. Pena que não vamos mais presenciar aquele amorzinho entre mulheres. O que nunca deveria ter acontecido, mas graças a minha ajuda tive de colocar um ponto final naquele absurdo. Que vergonha ter sido irmã de alguém assim.

-- Foi você? Sua...

-- Nossa! O que a garota irá fazer? Pular na piscina e forjar um crime? Nossa que inteligência. Deveria ter aprendido que não se brinca comigo! Você não é uma de nós e nunca será.


Alex saiu de perto das duas, furiosa e não pensou em mais nada. Correu para a cabine do vigia que não se encontrava lá naquele momento, graças as suas descobertas. Pegou a arma na escrivaninha e percebeu que a mesma não havia bala. Provavelmente o vigia estava dormindo na cabine do outro lado da quadra como suspeitava. Logo em seguida, foi ao seu quarto e pegou a fita que havia guardado. Naquele momento só queria se vingar, mas não com nenhum tipo de violência ou de morte. Talvez o que mais queria era limpar a sua barra.


Sthefany ficou olhando para Verônica sem dizer nada. Até o momento que Alex as deixou e passado mais alguns minutos ficou analisando o motivo pelo qual sua irmã tinha feito uma coisa tão imatura.

-- Não acredito que você fez isso. Quer dizer, ela até mereceu algumas coisas por fazer nossa mãe sofrer, mas não posso acreditar que você tenha sido o motivo de ela tentar se matar.

-- Ela precisa aprender de uma vez por todas que não faz parte da nossa vida. E não sei por que está chateada comigo, queria fazer o mesmo que eu.

-- Não, eu não queria! Por mais que ache que ela esteja errada, ou melhor, que agiu de forma errônea, não quer dizer que você tem o direito de interferir na vida dela dessa forma.

-- Vai ficar do lado dela agora?!

-- Não estou do lado dela, mas o que você fez é tão sujo quanto o que ela fez.

-- Valeu maninha! Achei que teria sua ajuda e você vem me condenar.

-- Não estou te condenando, mas esperava que ela reconhecesse o erro, não que você tivesse agido de uma forma que achasse ser a certa e desta forma atrapalhasse a vida dela.


Alex não ouviu a discussão das duas. Chegou próximo a Verônica e apontou a arma em direção a cabeça dela. Verônica ficou pálida na hora. O medo a fez ficar completamente travada, nem conseguia falar tamanho o medo que sentia naquele momento.

-- Agora vocês vão ver quem é que tem a razão nesta história toda.

-- Abaixa esta arma, Alex. – disse uma Sthefany apavorada por ver até onde a irmã tinha chegado naqueles últimos dias.

-- Faça um favor, Sthefany, liga para a Bárbara e para Susan. Diga que as quero aqui em, no máximo, dez minutos ou estouro a cabeça de sua irmãzinha.


Enquanto Alex obrigava Verônica a caminhar até a sala de vídeo, Sthefany fez as ligações. Estava apavorada e por este motivo fez com que as duas do outro lado da linha deixassem o que estavam fazendo para seguir para o colégio.


Sophie que estava próximo a sala tentou persuadir Alex a não cometer nenhum erro. Mas não adiantava, porque Alex continuava com a arma apontada para a cabeça de Verônica sem dizer uma palavra. Não demorou muito e Susan chegou e, logo em seguida, Bárbara com Beatriz.

-- O que foi desta vez? Você só nos dá trabalho como sempre?

-- Cala a boca Susan! Entre na sala de vídeo, menos você Beatriz.

-- Por quê?

-- Não se preocupe, não vou fazer nada. Mas não quero que veja nada também. Não pretendo matar ninguém.

Assim que Bárbara entrou, Alex fechou a porta e passou a chave. Nenhuma das quatro pessoas presentes ali quis falar ou comentar nada.

-- Bem... Bem. Agora a verdade.

-- Vai nos matar por ser uma piranha? – Verônica recobrou um pouco dos sentidos e aproveitou para alfinetar a irmã.

-- Sabe, com o ódio que eu estou, eu juro que te mato e nem ficarei com a consciência pesada.

Pura mentira, Alex não sabia de onde conseguiu tanta coragem para executar aquela ação sem sequer planejá-la anteriormente.

-- Agora cale-se! Voltando há algumas semanas atrás, o pior dia da minha vida, mas pra vocês apenas o início para começar a destruir a minha vida.

-- Alex, você... – Susan iria dizer alguma coisa, mas foi impedida por Alex.

-- Eu estou falando, então escute! Eu disse que teria como provar minha inocência e é isto que estou fazendo, que seja por esta ação ridícula, mas esta sua filhinha ali – apontou a arma para Verônica - não me deu outra escolha a não ser fazer isso hoje. E confesso que já estou cansada de tudo isso. Naquele dia, sua idiota – ainda se referindo a Verônica – a gente combinou que iríamos gravar uma fita para provarmos que não roncamos. Pois bem, se não fosse por aquela brincadeira tola não teria como provar minha inocência. Aqui esta a fita, veja se eu realmente ronco.

Só que o conteúdo da fita continha o que Alex havia dito insistentemente que havia sofrido. A prova de que ela havia de fato sido violentada.

Enquanto o conteúdo passava, Alex se mantinha de costas para o vídeo, algumas lágrimas começaram a rolar pelo seu rosto, mas queria se manter forte. Susan e Bárbara também começaram a chorar, mas estas de arrependimento por não terem acreditado em Alex e principalmente pela forma com que a trataram nas últimas semanas.

Assim que o vídeo terminou, Alex colocou a arma numa mesa afastada, retirou a fita e entregou para Susan.

-- Espero que, quando quiser me ver novamente, você veja a fita. Assim você mata a saudade e quem sabe não te excita também.

 
CAPÍTULO 1     CAPÍTULO 2     CAPÍTULO 3     CAPÍTULO 4
CAPÍTULO 5     CAPÍTULO 6     CAPÍTULO 7     CAPÍTULO 8
CAPÍTULO 9     CAPÍTULO 10   CAPITULO 11   CAPÍTULO 12
CAPÍTULO 13    CAPITULO 14  


sexta-feira, 1 de julho de 2011

House - Sleeping Dogs Lie


É um episodio segunda temporada de House que fala de uma mulher lésbica com um caso fatal de insônia e na qual é levada para o hospital depois de engolir um frasco inteiro de pílulas para dormir. A equipe logo descobre que ela está pensando em deixar a namorada. Quando seu fígado não resiste e precisa de uma doação, Max oferece para doar e da equipe fica com um dilema ético.

O episódio não tem cenas de sexo, mas vale a pena conferir. Em outro episódio de House mostrarei o que realmente tem um pouco de cenas quentes kkk. Mas ficamos com algumas imagens deste, logo coloco o restante.