terça-feira, 31 de maio de 2011

Segredos, Mentiras e Emoções - Capitulo 12

Sophie deu uma passada no colégio no dia seguinte, na parte da manhã, pois queria saber como Alex estava depois do que havia conversado com ela. Pareceu muito preocupada com ela, por que a reação que ela apresentou não era muito comum. Entrou no gabinete da diretora e ficou aguardando Judith terminar um telefonema. Enquanto esperava, ficou observando a decoração da sala que tinha uma forma meio rústica, porém agradável. Assim que o telefonema acabou, a encarou de uma forma simples.

-- Então, acha que posso falar com a garota agora? - disse enquanto se distraía com algumas fotos em uma prateleira.

-- Ela está refletindo sobre o que me disse ontem. Sugiro que volte em outro horário, se possível. O jeito dela é bem diferente das garotas que temos aqui. Não acho que seria uma boa ideia forçá-la num momento como esse.

-- Mas se alimentou pelo menos? – Sophie franziu a testa como que se apercebendo que havia dificultado ainda mais a vida de Alex.

-- Parece que não! Mas já dei ordens para que a liberassem para comer. Não podemos obrigá-la a fazer as coisas, mas sinto que não vai ser nada fácil ela ter um bom rendimento aqui.

-- Não sei como posso prosseguir com a conversa. Ela não está colaborando, e, depois de nosso impasse, percebi que as coisas não andam em perfeito estado com ela. Não quero julgá-la, mas ela precisa realmente é que fiquem do lado dela. Só que ela não parece querer se abrir comigo, mas sim com alguém da família. Acredito que ela precisa resolver alguma coisa com a mãe, pois não parece que esteja satisfeita com ela.

-- Entendo, mas ela é diferente, uma hora aceitará as mudanças como realmente são. E logo deve sair deste colégio. Só estamos esperando a decisão de Susan sobre o destino que será escolhido para ela.

-- Muito complicada esta situação... Duas famílias... Eu não sei como ela conseguiu ficar neste vai e vem este tempo todo. Cá entre nós, acredito que haja alguma coisa por trás desta história. Não confio muito que estes exames de DNA dêem sempre o mesmo resultado. Para mim, as duas famílias saem lucrando com esta história. O que é uma pena para Alex que realmente precisa de uma família para superar os problemas que vem passando. Isso se o que ela está provocando não é exatamente por este problema familiar.

-- Penso o mesmo. Tenho várias reportagens sobre o caso dela. Mas o estranho é que muitos exames são realizados em clínicas diferentes daqui da cidade, porém dão sempre o mesmo resultado. Se bem que na cidade só existem três clinicas. Ou este exame está correto para ambos os casais ou definitivamente as duas famílias compraram todos os médicos existentes por aqui.

-- Bem, vou indo. Tenho um encontro com Susan hoje à tarde e não quero me atrasar. Mas assim que possível retornarei para conversar com ela. O estado em que ela ficou me deixou muito preocupada. Não quero ser contra o que Susan me disse, mas as atitudes de Alex me mostraram que, talvez, uma das histórias não se encaixe. Quero ir com calma, obter a confiança dela para que se abra comigo por completo.

Sophie saiu da diretoria e resolveu passar em alguns locais antes de encontrar com Susan no inicio da tarde.

--

Na casa de Susan, esta pegou o telefone e ligou para Bárbara combinando de irem ao colégio juntas a fim de prepararem Alex para uma possível mudança.

-- Sei que estamos em uma disputa pela guarda dela, mas nada impede que possamos visitá-la. Poderemos conversar com ela e procurar saber quais motivos a levaram a realizar aquele ato. Quem sabe com a gente conversando seriamente, ela se arrepende do que fez.

-- E você espera que ela faça isso como? Indo ao colégio e forçando ela a se arrepender das coisas, ou pretende deixá-la se explicar desta vez?

-- Estarei indo ao colégio hoje, por volta das vinte e uma horas. É um horário bom, pois a maioria das garotas já estará nos seus devidos quartos e desta forma poderemos conversar tranquilamente com Alex. O que você acha?

-- Não gosto nem um pouco de seus planos, mas não quero estar longe. Quero saber se você não irá persuadi-la a fazer algo contra a vontade dela. Irei com você, mas fique sabendo que por mais que ela confesse ou não, eu prefiro ter minha filha comigo e cuidar dela.

-- Certo! Então está combinado, as 21:00 horas no colégio. Fico te aguardando para entrarmos juntas, prefiro que ela veja nós duas de forma a não achar que uma está passando pela outra nas decisões.

Despediram-se e voltaram a sua rotina de trabalho e de afazeres.

--

Alex saiu do quarto e foi à capela. Lá ficou durante horas sem falar nada, ou fazer algum movimento, apenas ficou imaginando por que sua vida estava tão bagunçada. Tentou relembrar de seus passos quando era criança, mas nada a fazia ter uma mínima ideia de qual das famílias seria a sua. Prometeu para si mesma que iria tentar descobrir alguma coisa por conta própria. Talvez não tivesse descoberto nada porque entrava em contato com pessoas que não queriam isso de jeito nenhum, mas, mesmo que tentasse se desvencilhar daquela família, sabia que, apesar de tudo, seus melhores anos foram na companhia deles. Assim que foi liberada para almoçar, foi ao refeitório e comeu como se nunca tivesse visto comida. Tudo parecia bom, mesmo que requentado. Aliviar a fome era o mais importante e ela sabia que sentira falta de ter energia para realizar as atividades.

Mais à tarde, recebeu um bilhete de Patrícia que havia sido colocado debaixo de sua porta. Nele ela comentava que iria passar a noite consigo, pois sua companheira de quarto estava muito resfriada e foi levada para a enfermaria de modo que pudessem tratá-la melhor.

Alex ficou muito empolgada e começou a fazer uma arrumação no quarto para recebê-la. Como não tinha muita coisa, foi fácil jogar tudo no armário. Deixou o quarto simples, mas com um pouco de charme para receber Patrícia. Tomou um banho caprichado e ficou pensando em como tinha sido sua primeira vez com ela. Tinha sido perfeita e queria que desta vez as coisas acontecessem da mesma forma. Nunca havia ficado ou gostado de uma garota antes, mas sabia que não precisava se preocupar tanto, pois sabia que Patrícia devia sentir a mesma insegurança por serem as primeiras na vida uma da outra.

Já eram vinte horas, concluiu isso olhando para o relógio que ganhou de uma das amigas. “Será que ela não viria mais?”, Alex se perguntava e seu questionamento nem durou muito, pois logo ouviu o som de batidas na porta. Ansiosa como estava, correu para atendê-la. Deu um sorriso e admirou Patrícia, mesmo em seu pijama rosa composto de uma camisetinha e uma calça de material fino e que mostravam as curvas de Patrícia. Achou-a linda. Entraram e logo se sentaram na cama. Alex estava muito feliz, sentiu o cheiro que vinha do corpo de Patrícia e pensou que estava doida por ficar reparando em algo assim, mas seus sentidos perto de Patrícia sempre denunciavam que havia sempre mais a descobrir daquele sentimento que crescia em seu peito. Ficaram conversando algumas bobagens e pensaram em pegar algum jogo, mas logo a distância entre as duas foi vencida e puderam sentir os lábios se tocarem. A princípio calmamente, mas logo a calmaria deu lugar a uma explosão de desejo dentro delas. As mãos começaram a percorrer caminhos que nunca antes imaginavam percorrer. Beijos, sentidos, respiração ofegante. Deitaram na cama e logo as mãos puderam se movimentar retirando as peças que, naquele momento, só estavam atrapalhando.

Um desejo crescente de sentir a pele nua foi surgindo em ambas que puxavam as roupas como se fosse um acessório descartável. Quando se viram livres das blusas, pararam para admirar a nudez dos seios. Nos olhos se via fogo, desejo. Nas mãos, vontade de acariciar e na boca uma vontade de sentir a sensação de beijá-los. As duas se beijaram devagar, agora sentindo que o calor do corpo de cada uma estaria aquecendo a outra. Patrícia levou as mãos abaixo das costas de Alex. Começou a retirar a peça que ainda impedia de vê-la totalmente nua. Com a ajuda de Alex que levantou o quadril para que a roupa saísse com mais facilidade, pôde ver seu desejo realizado. Admirou Alex nua para si. Uma alegria tomou a forma de seus lábios que se abriram num sorriso e começou a percorrer as coxas de sua amada.

Alex já estava bem molhada. Uma umidade que aprendeu a sentir com Patrícia. Uma vontade de tê-la que não sabia que possuía. Deixou-se consumir por uma Patrícia que mais e mais se mostrava apaixonada por ela. Patrícia continuou beijando toda a extensão por volta daquele sexo que já estava encharcado e pulsante. Não perdendo mais tempo,foi em direção ao ponto  e saboreou cada minúscula parte do seu objeto de desejo. Não sabia definir como sentia tanto prazer ao chupar aquele pedaço de pecado e como esta vontade sempre aumentava quando estava perto dela. Aumentou os movimentos enquanto percebia que Alex se oferecia mais e mais para que sua língua percorresse todos os cantos. Assim que introduziu dois dedos naquela fenda molhada pode ouvir um grito que ao invés de assustá-la só a fez sentir mais ímpeto de continuar, os gemidos de Alex eram a mostra de que realmente estava dando prazer a ela e sentia  o mesmo prazer nesta troca. Enquanto dava estocadas mais fortes, Patrícia percebeu que o corpo de Alex estava prestes a gozar. Nem sabia definir o que sentiu no momento, pois gozaram juntas e neste momento pensou que nada a faria mais feliz do que estar com Alex ao seu lado. Sentiu uma felicidade invadir seu corpo como se isso pudesse ser transmitido a todos que conhecia.

Ficaram deitadas uma do lado da outra recuperando a respiração. Alex sentiu necessidade de provar o gosto de Patrícia e logo percorreu corpo dela com a língua, chegando onde queria. Não soube definir, mas adorou aquele gosto.  Cada vez mais tinha certeza que amava aquela mulher. A cada encontro, a cada troca de amor, sentia que seu sentimento por ela crescia mais e mais. Ficou lambendo toda a extensão daquele sexo por algum tempo e imaginou que não estava fazendo certo por que ela não gozava. Mas foi só intensificar o ritmo com a língua que logo ela chegou ao orgasmo. Ainda em cima de Patrícia, Alex continuou dando beijos na pele dela, quando, de repente, notou que Patrícia ia dizer alguma coisa, mas foram interrompidas pela porta do quarto que se abriu, levando as duas a um desespero nunca antes imaginado.

Com o susto, só deu tempo de Alex puxar o cobertor e proteger seu corpo e o de Patrícia que logo tapou o rosto com as mãos, evitando olhar para quem abriu a porta.




CAPITULO 11
CAPÍTULO 9
CAPÍTULO 8
CAPÍTULO 7
 CAPÍTULO 6                                               
CAPÍTULO 5
 CAPÍTULO 4
CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 1

Novo capítulo do romance

Hoje tem novo capítulo do romance Segredos, Mentiras e Emoções. Fazendo ultimas coreções e logo posto.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Resultado da Enquete

A Enquete esteve rolando estes dias para saber qual filme vocês gostariam que eu mostrasse imagens. Como já era o esperado deu Loving Anabelle (que pra falar a verdade eu também votaria nele, não que os outros não mereçam, se bem que um deles não merece mesmo. Mas não sou crítica e vou acabar mostrando imagens destes filmes todos em uma outra postagem).

Mas falando da enquete, foram 13 votos para o filme vencedor. Obrigada pela particiáção de quem votou e continuem acompanhando, ainda há muita coisa para comentar.

Aqui vai o resultado da pesquisa e valeu a todos.


Que Filme Você Gostaria de Ver as Imagens?

Loving Anabelle
  13 (68%)

High Art
  1 (5%)

Wicked Lake
  2 (10%)

The World Useen
  3 (15%)

domingo, 29 de maio de 2011

100 mais do AfterEllen

Bem, não sei se o pré requisito na lista foi colocar mulheres que fizeram participações em filmes, estão ligadas de algum modo ao lesbianismo, seja por alguma palestra, ou por serem realmente lésbicas. Mas o comentário seria se são as mulheres mais bonitas segundo que ponto de vista, acho que faltou muita gente ali. Claro que tinha algumas que já são frequentes na lista do After e claro podem continuar, tem umas que se não tivessem ali seria muito sem graça mesmo. E como eu esqueci de votar insistentemente (mentira - só pode votar uma vez por número de IP), não vi muita gente que gostaria na lista.

Pois bem revoltei, vou fazer uma lista das 100 mais gatas, assim vou colocar quem acho que deveria estar. Se bem que 100 mulheres, vai dar uma trabalheira danada kkk, preguiçosa  eu não. Mas vamos lá, já que é pra fazer vou começar logo logo. Não sei quando termino é tanta mulher maravilhosa neste mundo, dá para fazer um monte de listas.

Mulheres mais gatas, mulheres que estão/são do meio, mulheres e mais mulheres. É mulher é bom demais kkk.

Bem vou por aqui algumas fotos do After. Para quem quiser ver a lista completa está no site do Afterellen.

Ps: a foto da Sara Quin saiu maior, bem ela é gata mesmo então merece um destaque desta vez. Aliáss não só ela como a irmã dela (são gemêas), e o bom é que ambas são les. Suspirosssss.














terça-feira, 24 de maio de 2011

Anyone But Me

Anyone But Me, uma web série que foi ao ar no ano de 2008. Criada para ser acompanhada pela internet, a mini série conta a história de vida de Vivian e Aster (mini Angelina Jolie - reparem que é bem parecida com ela, e o diferencial é lésbica. Só por isso já ganha mais que crédito aqui neste Blog). Vivian se muda de cidade mas mantêm o relacionamento com Aster, e este web-drama, vamos acompanhar aqui também.

Alías, tudo que tem mulher no meio e bom acompanhar kkk. Aqui vão as fotos do primeiro episódio que esta disponivél no youtube ou na comunidade da série no orkut.















Logo tem mais fots do primeiro episódio, senão fica um post enorme de enorme kkk.
Há dúvidas, reclaclamação, elogios e  envio de cartas de amor, podem ser mandadas, eu aceito tudo .kkk.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Segredos, Mentiras e Emoções - Capitulo 11

Alex ficou pálida. Não sentiu nenhum músculo de todo o seu corpo. Parecia sobre efeito de alguma droga e era como se acabasse de perder todos os movimentos do corpo. Seu olhar ficou vago como se não houvesse uma direção certa para o qual seus olhos se fixavam. Tentou falar alguma coisa, mas o som não saia de seus lábios.

-- Edward... Será isso que você está tentando falar, Alexssandra.

Sophie soltou as palavras como se jogasse na cara dela. Parecia simplesmente buscar uma informação. Não estava preocupada com o que aquele nome pudesse significar para ela.

-- Edw... – não conseguiu pronunciar o nome daquela criatura, suas mãos agora tremiam e Sophie percebeu que seus olhos se enchiam de lágrimas.

-- Você está bem? – Perguntou uma Sophie que mudou radicalmente o tratamento ao perceber a reação de Alex. Notou que não foi como a que esperava.

Alex ficou um longo tempo sem se mover. Pensara que nunca mais teria de se lembrar daquele dia horrível, mas estava ali, na boca de uma desconhecida. Não conseguia acreditar que sua vida tinha virado uma piada, mas por mais que tentasse se esforçar para voltar a si naquele momento, só conseguiu sentir mais raiva das pessoas as quais conviveu por anos. Respirou fundo por alguns segundos e, quando se situou de onde estava, olhou para Sophie com um olhar vago, como se acabasse de perder a sua alma. Sem nenhuma palavra saiu do escritório.

-- Espere! A sessão não terminou!

Alex sequer ouviu o que ela disse. Bateu a porta com a maior forca e saiu cabisbaixa.

Passou chorando pelo corredor que estava cheio de garotas, inclusive Patrícia, que fingiu não se importar com o seu estado. Entrou no quarto colocou uma cadeira na porta de modo que ficasse inacessível a entrada de qualquer pessoa e desabou na cama chorando. Quanto mais pensava no que ouvira, mais as lágrimas rolavam. O que mais queria na sua vida era esquecer aquele dia, mas parecia que não seria tão fácil assim. Não se ainda tivesse envolvida naquela história.

Sophie estranhou a reação de Alex. Ficou realmente preocupada com seu estado, tanto que pegou o telefone e ligou para Susan para contar o ocorrido. A sua presença naquele caso era importante por que tudo que falaria com Alex iria relatar a Susan, mesmo quebrando o protocolo de possuir ética profissional, ela devia uma para Susan e foi este serviço cobrado pra que ambas resolvessem a pendência que tinham.

-- Oi, a gente precisa conversar, mas não pode ser por telefone.

-- E a garota, como foi com ela?

-- Podemos marcar um lugar para conversarmos sossegadas?

-- Venha a minha casa amanhã. Estarei a tarde toda aqui. Desta forma poderemos conversar sossegadas.


---

O dia foi passando e Alex sequer saiu do quarto, nem mesmo quando Patrícia foi chamá-la para o almoço. Queria se distanciar de todo mundo, mas sabia que se o fizesse poderia entrar em depressão. Queria pelo menos aquela tarde para pensar. Pensar em uma saída de toda aquela loucura que estava vivendo.



---

Verônica estava esperando o telefonema de Susan finalizar para falar com ela. Queria pedir desculpas pelo comportamento que teve. Sentou numa cadeira e cruzou as pernas. Pegou o celular e ficou procurando alguma coisa enquanto a mãe terminava. Assim que terminou, Susan a encarou. Já ia perguntar se havia algum problema, mas notou que ela estava ali por que tinha se arrependido das coisas que havia dito.

-- Mãe! Desculpe pelo que falei ontem. Foi sem pensar. Eu também queria que a Alex voltasse, só que ainda não a perdoei pelo que ela fez com a senhora.

-- Tudo bem meu anjo, ela vai voltar e seremos uma família completa novamente.

-- E o papai?

-- Esta é outra história. Somos grandes amigos agora.

-- Sabe, às vezes fico pensando... Se vocês não tivessem se separado, nada disso estaria acontecendo. Seriamos aquela família que sempre fomos. Mas como não se pode mandar no coração.

-- É, a vida é complicada. Às vezes tentamos resolver alguma coisa de uma forma que não prejudique ninguém, mas isso nem sempre é possível.

As duas continuaram a conversar tranquilamente.




--



À noite, a diretora foi pessoalmente falar com Alex. Bateu diversas vezes na porta, mas ninguém abriu e nem ouviu nenhum barulho no quarto.  Ficou com um pressentimento de que Alex pudesse estar desmaiada ou pior. Mandou chamar o jardineiro e o vigia para que os mesmos derrubassem a porta, mas antes mesmo que eles tocassem na porta Alex abriu. Estava com os olhos um pouco inchados, mas a aparência estava melhor.

-- Fiquei preocupada com você. Imaginei que tivesse acontecido alguma coisa. Você está bem?

-- Tô viva como você pode notar... Ainda.

-- Temos regras neste colégio e sugiro que comece a segui-las, se quiser continuar aqui.

-- Ora, pois que me mandem embora então, não pedi pra vir pra cá. Fui obrigada a ficar aqui, sem escolha, como se eu não fosse ninguém. Aposto que é coisa daquela Susan.

-- Ela não tem nada a ver com as coisas que acontecem neste colégio.

-- Olha só, tô cansada daquela mulher. Queria que ela... Que ela... Aquela...

Não conseguia falar o que pensava de Susan, sempre que ia dizer uma frase, a deixava no vácuo. Apesar da raiva, ainda gostava dela e não queria estar sentindo aquele ódio, mas não conseguia evitar. Só não conseguia pronunciar o que a mente mandava.

-- Não fale assim de sua mãe!

-- Sabia que era por isso que me mandaram para este colégio. Sabia que tinha o dedo dela. Que raiva! Tudo na minha vida está ligado de alguma forma aquela mulher! Como eu a odeio. Não é possível, tem três filhas, mas só eu que me dou mal. É... Definitivamente devo ter jogado pedra na cruz, só pode.

-- Você poderia se desculpar pelas coisas que diz, sabe que não é de coração.

-- Eu a odeio! Queria que ela sumisse do mapa!

-- Não quero que saia deste quarto até que se arrependa do que você disse. No momento em que descobrir que está errada, sugiro que vá a capela e reze pelos pecados que está proferindo. E, enquanto não se arrepender, saiba que ficará sem jantar. Irei deixar uma pessoa aqui esperando até que você se arrependa de ter dito estas palavras.

-- Olha... Por mim, tudo bem. Não estou nem aí para ela! Que se dane todo mundo daquela família! E não tô nem um pouco interessada em comer também não. – Dizendo isso, fechou a porta e voltou a colocar a cadeira atrás dela.

Judith saiu e deixou Alex no quarto sem saber que ela não havia comido nada durante o dia todo. Foi para a diretoria resolver alguns assuntos pertinentes ao colégio.




--



Kátia estava conversando com Paula no corredor e Patrícia ficou de um canto para escutar. Fingiu que lia uma revista, o que não despertou a atenção das duas que continuavam conversando como se não houvesse mais ninguém ali.

-- Parece que a Alex xingou alguém, ou coisa assim e a Judith pediu para ela se arrepender ou desculpar, nem sei ao certo, mas ela não quer. Ela está no quarto desde cedo, não saiu nem para comer nada. – disse Kátia mostrando sua preocupação enquanto falava.

-- Bem que imaginei que ela era doida...

-- Não acho que ela seja doida... Acho que ela é muito solitária.

-- Sabe do que ela precisa? De um namorado!

-- Ou namorada, não é?

As duas começaram a rir e saíram do corredor. Patrícia resolveu falar com Alex. Mas, como da outra vez, Alex fingiu que não ouvia ninguém bater na porta. Ficava no maior silencio lá dentro. À noite Alex sentiu muita fome, mas não queria fazer as coisas que lhe mandaram fazer, afinal ela não estava errada. Se cada vez que fizesse o que mandavam, isso significava que não tinha direito algum de opinar nas coisas que considerava certas. Pensava desta forma e sempre conseguia uma força interior a mais.

Na manhã seguinte Patrícia acordou bem cedo e foi tentar falar com ela. Desta vez Alex abriu a porta. Patrícia entrou e ficou parada aguardando que ela fechasse a porta com a cadeira.

-- Por que você não abriu ontem. Queria tanto falar com você...

-- Estava muito deprimida, não queria contagiar você.

-- Vamos tomar café. Prometo que fico de seu lado.

-- Não posso, a Judith disse pra mim que só saio se me arrepender das coisas que disse, e não estou arrependida de forma alguma. Desta forma não posso sair do quarto.

-- Você nem saiu ontem. Vai morrer de fome aqui.

-- Morro nada. – disse e deu um sorriso tímido para ela.

-- Vem comigo, eu converso com ela.

-- Não precisa se preocupar. Eu resisto a isso. – Alex aproximou de Patrícia e deu um beijo nela. – Te amo!

Patrícia se afastou um pouco, nunca ninguém havia dito que a amava daquele jeito, com tanta segurança e firmeza. Ficou triste e feliz ao mesmo tempo, abraçou Alex, mas não sabia dizer nem soube explicar o que sentia naquele momento.

Alex não esperava uma resposta de imediato, mas queria muito que ela tivesse dito a mesma coisa. Ficaram abraçadas por um longo tempo, depois, Patrícia saiu do quarto com um ar de felicidade indo em direção ao refeitório. Alex ficou no quarto sentindo que Patrícia gostava dela, talvez tivesse se precipitado em dizer que a amava, mas ela era a única pessoa por quem poderia nutrir aquele sentimento, pelos menos naquela fase que estava vivenciando.


CAPÍTULO 9
CAPÍTULO 8
CAPÍTULO 7
 CAPÍTULO 6                                               
CAPÍTULO 5
 CAPÍTULO 4
CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 1

Pena de morte para gays em Uganda – Nós ganhamos!!

Caros amigos,




Frank Mugisha e outros corajosos defensores dos direitos humanos entregando nossa petição ao parlamento ugandense logo antes de os líderes desistirem da lei de pena de morte a gays.
A lei homofóbica de Uganda caiu! Parecia que seria aprovada na semana passada, mas depois da petição com 1,6 milhão de assinaturas entregue ao parlamento, das dezenas de milhares de chamadas telefônicas para nossos governos, das centenas de reportagens na mídia sobre nossa campanha e de uma manifestação global massiva, os políticos ugandenses desistiram da lei!

Estava prestes a ser aprovada -- extremistas religiosos tentaram aprovar a lei na quarta-feira, e então concordaram com uma sessão de emergência sem precedentes na sexta-feira. Mas a cada vez, no espaço de algumas horas, nós reagimos. Um enorme parabéns a todo mundo que assinou, ligou, encaminhou e doou para essa campanha -- com sua ajuda, milhares de pessoas inocentes na comunidade gay de Uganda não acordam nessa manhã enfrentando a execução apenas por causa de quem escolheram amar.

Frank Mugisha, um corajoso líder da comunidade gay em Uganda, enviou-nos essa mensagem:

"Corajosos ativistas LGBT ugandenses e milhões de pessoas ao redor do mundo ficaram juntos e enfrentaram essa horrenda lei homofóbica. O apoio da comunidade global Avaaz pesou na balança para evitar que essa lei fosse adiante. A solidariedade global fez uma enorme diferença."

O Alto Representante da Secretaria de Negócios Estrangeiros da União Europeia também escreveu para a Avaaz:

"Muito obrigado. Como vocês sabem, em grande parte graças ao lobby intensivo e esforço combinado de vocês, de outros representantes da sociedade civil, da União Europeia e outros governos, mais nossa delegação e embaixadas no local, a lei não foi apresentada ao parlamento esta manhã."

Essa luta não acabou. Os extremistas por trás dessa lei podem tentar novamente dentro de apenas 18 meses. Mas essa é a segunda vez que ajudamos a derrubar essa lei, e nós vamos continuar até que os propagadores do ódio desistam.

Transformar as causas mais profundas da ignorância e do ódio por trás da homofobia é uma batalha histórica e de longo prazo, uma das grandes causas da nossa geração. Mas Uganda tornou-se uma linha de frente nessa batalha, e um símbolo poderoso. A vitória lá ecoa através de muitos outros lugares em que a esperança é extremamente necessária, mostrando que bondade, amor, tolerância e respeito podem derrotar ódio e ignorância. Novamente, um enorme obrigado a todos que tornaram isso possível.

Com enorme gratidão e admiração por essa incrível comunidade,

Ricken, Emma, Iain, Alice, Giulia, Saloni e toda a equipe Avaaz.

Destaques na mídia:

Uganda adia votação de lei que prevê a pena de morte para homossexuais:
http://br.noticias.yahoo.com/uganda-adia-vota%C3%A7%C3%A3o-lei-prev%C3%AA-pena-morte-aos-215904319.html

em Inglês:
Lei homofóbica engavetada:
http://www.bbc.co.uk/news/world-africa-13392723

A resposta da Avaaz ao resultado no The Guardian:
http://www.guardian.co.uk/world/2011/may/13/uganda-anti-gay-bill-shelved

Presidente ugandense não apoiou a lei por causa da "crítica dos grupos de direitos humanos":
http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?f=/n/a/2011/05/13/international/i042638D37.DTL

Lei homofóbica adiada em meio a nossa manifestação:
http://www.news24.com/Africa/News/Uganda-shelves-anti-gay-bill-20110513

Lei "matem os gays"de Uganda derrotada:
http://af.reuters.com/article/topNews/idAFJOE74C0HP20110513


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domingo, 15 de maio de 2011

Reinauguração do Sweet Pub no Café Acustico


Inaugurando o espaço, e começa em grande estilo com a reinauguração do Sweet Pub no Café Acustico. Confiram, vai ser muito bom.

sábado, 14 de maio de 2011

Enquete

 A enquete sobre que filme vocês gostariam de ver imagens está rolando. Faltam alguns dias para finalizar. Passe lá e deixe o seu voto.

Que Filme Você Gostaria de Ver as Imagens?

  • Loving  Anabelle (que pelo visto vai ganhar de lavada kkk)

  • High art

  • Wiched Lake

  • The Worl Useen

12 horas para impedir a pena de morte a gays em Uganda

 Eu ja assinei, faça parte deste grupo. APOIE






Uau! 1 milhão já assinou. A lei entra hoje em votação em poucas horas – vamos atingir 1,5 milhão. Assine agora e encaminhe o e-mail abaixo!

Caros amigos,



Em 12 horas, Uganda pode aprovar uma lei que impõe a pena de morte para a homossexualidade. Uma manifestação internacional engavetou essa lei no ano passado - nós precisamos aumentar a pressão urgentemente para pressionar o presidente Museveni a apoiar os direitos humanos e impedir essa lei brutal. Assine abaixo, e conte a todos:
Em 12 horas, O parlamento de Uganda pode votar uma nova lei brutal que prevê a pena de morte para a homossexualidade. Milhares de ugandenses poderiam enfrentar a execução - apenas por serem gays.

Nós ajudamos a impedir esta lei antes, e podemos fazê-lo novamente. Depois de uma manifestação global massiva ano passado, o presidente ugandense Museveni bloqueou o progresso da lei. Mas os distúrbios políticos estão crescendo em Uganda, e extremistas religiosos no parlamento estão esperando que a confusão e violência nas ruas distraia a comunidade internacional de uma segunda tentativa de aprovar essa lei cheia de ódio. Nós podemosmostrar a eles que o mundo ainda está observando. Se bloquearmos o voto por mais dois dias até que o parlamento feche, a lei expirará para sempre.

Nós não temos tempo a perder. Quase metade de nós já se juntou ao chamado - vamos chegar a um milhão de vozes contra a pena de morte para gays em Uganda nas próximas 12 horas - clique aqui para agir, e então encaminhe este e-mail para todos:

http://www.avaaz.org/po/uganda_stop_homophobia_petition/?vl

Ser gay em Uganda já é perigosoe aterrorizante. Eles são frequentemente assediados e espancados, e apenas há alguns meses o ativista de direitos gays David Kato (foto acima), foi brutalmente assassinado em sua própria casa. Agora os ugandenses da LGBT são ameaçados por essa lei draconiana que impõe prisão perpétua a pessoas condenadas por relações com o mesmo sexo e a pena de morte para "ofensores sérios". Até mesmo ONGs trabalhando para prevenir a disseminação do HIV podem ser condenadas por "promover a homossexualidade" sob essa lei cheia de ódio.

Agora mesmo, Uganda está em tumulto político - na onda da primavera árabe, pessoas em todo o país estão tomando as ruas, protestando contra os altos preços de comida e gasolina. O presidente Museveni respondeu reprimindo violentamente a oposição. Essa revolta forneceu aos extremistas religiosos no parlamento a chance perfeita de tirar da gaveta a lei homofóbica apenas dias antes do parlamento ser fechado e todas as leis propostas serem apagadas dos livros.

O presidente Museveni desistiu desta lei no ano passado depois da pressão internacional ameaçar o suporte e auxílio a Uganda. Com protestos violentos varrendo as ruas, seu governo está mais vulnerável que nunca. Vamos fazer uma petição com a força de um milhão para impedir a lei da pena de morte para gays novamente e salvar vidas. Nós temos apenas 12 horas - assine abaixo, e então conte a amigos e família:

http://www.avaaz.org/po/uganda_stop_homophobia_petition/?vl

Este ano nós nos solidarizamos com o movimento de igualdade de Uganda para mostrar que toda vida humana, não importa o credo, nacionalidade ou orientação sexual, é igualmente preciosa. Nossa petição internacional condenando a lei da pena de morte para gays foi entregue ao parlamento - impulsionando uma rede de notícias globais e pressão suficiente para bloquear a lei por meses. Quando um jornal publicou 100 nomes, fotos e endereços de suspeitos gays e os identificados foram ameaçados, a Avaaz auxiliou uma ação legal contra o jornal e nós ganhamos! Juntos nós nos levantamos, por vezes e vezes, pela comunidade gay de Uganda - agora eles precisam de nós mais que nunca.

Com esperança e determinação,

Emma, Iain, Alice, Morgan, Brianna e o resto da equipe da Avaaz


FONTES:

Homossexualidade a um passo de ser motivo para pena de morte na Uganda
http://www.publico.pt/Mundo/homossexualidade-a-um-passo-de-ser-motivo-para-pena-de-morte-no-uganda_1493436

Uganda enfrenta o fundamentalismo cristão
http://www.outraspalavras.net/2011/05/03/uganda-enfrente-o-fundamentalismo-cristao/


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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Os Dilemas de Karol - Capítulo 20 – Final. Parte II – Vida a duas

Fabiana ficou espantada no começo. Afinal ser acordada com sua mulher se jogando literalmente na cama não era muito agradável. Mas assim que esta começou a beijá-la, deixou o espanto de lado e aproveitou o momento. Envolveu Karol em seus braços e virou a posição, ficou por cima dela e começou arrancando gemidos dela ao chegar nos seios já rijos por cima da blusa que ela vestia. Foi então que percebeu que ela estava vestida.

-- Por que você está vestida? Lembro muito bem que tava peladinha do meu lado quando dormi. Você está bem arrumada pra ter saído da cama!

-- Calma, amor. Já vou explicar... Como você, eu também quero te fazer uma surpresinha. Então vê se fica calma por que não saí para me encontrar com nenhuma amante.

-- Hum... Então é melhor eu continuar o que tava fazendo. Tomando posse do que é meu.

Fabiana tirou a blusa de Karol e depois de ver que não seria impedida, retirou o sutiã e abocanhou os seios rijos dela. Começou beijando e dando leve mordidas no esquerdo, enquanto acariciava com a mão o direito. Foi descendo pelo corpo dela, lambendo e dando mordidinhas por onde passava, deixando um rastro que excitava ainda mais Karol, retirou calmamente a calça que ela vestia. E quando percebeu que ela não estava de calcinha parou.

-- Você saiu pelada pra rua e não me avisou?

-- Que pelada, amor! Tava até bem vestida.

-- Tava saindo sem calcinha por ai? E se sua calça rasgasse? Ia mostrar o que é meu pra todo mundo ver! E que surpresa é essa que você tá aprontando pra sair pelada por aí?

-- Já disse que não sai pelada. Não viu que eu estava de blusa e calça. E agora, vê se termina o que começou senão eu saio por aquela porta e procuro outra mulher! – Karol fez cara de brava, mas logo soltou uma gargalhada.

-- Só por hoje eu deixo você mandar em mim, minha linda... Mas vai ter troco essa saída sua pelada por aí!

Fabiana se posicionou no meio das pernas de Karol e começou a beijá-la, enquanto as mãos de Karol passeavam pelo corpo dela. Fabiana começou a movimentar-se por cima dela, provocando suspiros e gemidos roucos. Chupava o pescoço numa pressa que parecia que a mesma iria fugir. Em cada parte que chupava via sua mulher se contorcer embaixo dela. Desceu beijando e chupando cada pedacinho, aumentado a excitação de Karol. Quando chegou naquele sexo molhado não pensou duas vezes: abriu um pouco mais as pernas dela e caiu de boca na fruta suculenta. Karol se contorcia, levantava mais o quadril para que Fabi tivesse mais acesso com a boca, apertava o lençol em seus dedos, indicando que o gozo estava próximo. Mas Fabi queria prolongar, retirou a boca e começou beijando-a novamente, percorreu o corpo dela mais uma vez e, enquanto chegava aos seios, introduziu dois dedos no sexo úmido e pulsante de sua mulher. Sentia cada vez mais vontade de dar prazer a ela e, quando esta gozou, ficou deitada em seu ventre recuperando a respiração.

-- Nossa... Amor... Hoje você... Estava inspirada, hein? Estou até mole...

-- É você que me deixa assim, com uma vontade enorme de você. Por isso te amo.

As duas ficaram se curtindo até o horário do almoço. Almoçaram tranquilamente no hotel mesmo, logo depois foram pra o quarto e, como estavam cansadas pela manhã bastante movimentada, acabaram dormindo.

Por volta do inicio da noite, Fabiana acordou sem sua mulher ao lado dela. Procurou pelo quarto e não encontrou. Assim que percebeu um bilhete colado no espelho do banheiro, o pegou e começou a ler.

“Amor, quero que tome um banho bem gostoso que hoje eu irei convidá-la pra sair. Esteja às 19h horas no barco Greek. O gerente já deixou uma pessoa de prontidão para te acompanhar. Beijo nesta boca linda. Te amo. Karol”

Fabiana sentiu uma umidade entre as pernas e mais que apressada correu para o banheiro. Tomou um banho não muito demorado e já estava escolhendo a roupa que iria vestir. Resolveu pegar uma roupa leve. Uma regata e um short não muito curto, mas que dava para ver o contorno de seu corpo colocou uma rasteirinha, deixou os cabelos soltos, passou um batom de tom claro para realçar com a pele, pegou uma caixinha que tinha deixado na mala, colocou no bolso traseiro e foi para a recepção falar com o gerente. Um rapaz já aguardava por ela na recepção. Entraram num veículo de cor roxa, a cor preferida por Fabiana. No interior dele sentiu um aroma que Fabi conhecia muito bem, era seu perfume favorito. Abriu aquele sorriso e viu um buquê de rosas vermelhas com um bilhete para ela. Pegou as rosas, sentiu o perfume que se misturava com o da rosa e o coração parecia martelar no peito. Abriu um sorriso que não passou despercebido pelo motorista que olhava disfarçado a reação dela pelo retrovisor.

Chegando ao píer, Fabiana procurou por Karol, mas foi recebida por outro rapaz que a levou ao barco de nome Greek e, embaixo dele, pôde notar um pequeno adesivo com a sigla inicial do nome delas. Cada minuto que passava se sentia mais admirada com o trabalho que Karol fez para ficarem juntas naquela noite. Entrou no barco e logo este içou velas, assim que chegou parou com a visão a sua frente, Karol usava um vestido preto colado ao corpo. Nunca tinha a visto usando uma roupa que mostrava todas as suas formas. Ficou boquiaberta com a visão, a sandália de salto que usava a deixava ainda mais maravilhosa. Caminhou em direção a ela e pousou suas mãos em sua cintura. Karol passou os braços pelo pescoço de Fabiana e as duas deram um sorriso antes de iniciar um beijo apaixonado.

-- Amor, nem sei o que falar... Você está maravilhosa, e tudo isso, parece uma cena de filme, como você conseguiu? – disse beijando-a novamente.

-- Você gostou? Pensei em cada coisa... Queria te deixar com esta carinha de boba mesmo. Por que eu te amo e qualquer coisa que eu faça nunca vai chegar perto do que você me oferece. Agora vem, é hora do jantar.

Karol pegou Fabiana pelas mãos e foram pra a parte de baixo do barco, onde havia um espaço onde estava a mesa de jantar com tudo preparado. O barco estava todo enfeitado com flores e algumas fotos das duas. Era o melhor presente que já tinha recebido, pensou Fabiana.

As duas jantaram entre sorrisos e confissões ouvindo um som de musica clássica constituída pelos sons de violino e saxofone. O vinho escolhido foi perfeito e cada vez mais as duas se sentiam mais altas. O jantar seguiu normalmente e as duas estavam bem mais animadas que o normal, mas ainda sabiam o que estavam fazendo. Fabi levou Karol para tomarem o vinho ao luar. La percebeu que havia alguns morangos numa tigela do lado de uma garrafa de champanhe e alguns bombons que Fabiana percebeu serem os seus favoritos. Karol havia pensado em tudo. Ficaram abraçadas somente sentindo a brisa fria que batia em seus corpos. Fabiana passava as mãos no braço de Karol fazendo um movimento de vai e vem de modo a esquentá-la, sem perceber que aquilo estava deixando-a com uma excitação maior.

Karol ficou de frente e chamou para irem para o quarto. Levou a champanhe e os chocolates. Mas chegando lá deixou num local seguro para não cair. Ligou o som com um repertório que havia escolhido usando músicas que as duas gostavam. Deu um beijo em Fabi e pediu para ela deitar na cama, pois a surpresa ainda não havia acabado. Fabi deitou, e ficou aguardando a surpresa que sua mulher tinha aprontado.

Quando viu que ela estava dançando de forma provocante quase desfaleceu. Ficou admirada em como ela dançava bem, ficou hipnotizada com os movimentos dela. Enquanto dançava Karol foi retirando o vestido e o que surgiu em baixo fez com que Fabiana ficasse de queixo caído. Ela portava uma lingerie minúscula de cor vermelha. Karol notou o olhar de desejo pra cima dela, e neste momento foi pra cama dançar com sua mulher coladinha. Fabi não perdeu tempo já foi beijando ela por cima da lingerie e,quando não suportou mais tanta excitação, retirou a vestimenta. Aproveitou e tirou a caixinha do bolso.

Os olhos de Karol bateram direto na caixinha e um sorriso radiante apareceu diante de Fabiana.

-- É isso mesmo que você está pensando... Karolina Albuquerque, você quer se casar comigo?

Karol ficou sem palavras. Sorriu e tomou os lábios de sua mulher num beijo urgente.

-- Aceito, minha linda...

E, assim, a noite começou entre os carinhos das duas que já pensavam em ficar naquele barco se amando até o amanhecer. O restante da semana foi bem aproveitado pelas duas que tinham no rosto a felicidade que estavam vivendo.


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Cinco anos depois


-- Mamãe, posso pegar aquele cachorrinho ali?

Disse uma menininha de cabelo preto que media pouco menos que um metro de altura, vestida com um conjuntinho azul com a estampa de uma boneca na frente. Calçava uma sandália de dedo e carregava uma bolsinha como se fosse uma modelo.

-- Pode sim, meu anjo. Agora fala pra mamãe qual você mais gostou? – Karol abaixou na altura da garotinha enquanto ela dava um sorriso e apontava para vários cachorrinhos.

-- Pelo jeito vamos ter de montar um canil particular. – Fabiana se aproximou de sua filha e a pegou no colo. – Acho que tenho de comentar quem é a culpada nisso tudo não é? – Olhou provocante para Karol.

-- Agora a culpa é minha. Você quem quis trazer ela aqui, agora vai ter de cumprir com a promessa de dar o bichinho para ela.

-- Somente um, meu anjinho, mas a gente promete que vai te trazer aqui sempre pra você brincar com eles está bem.

-- Isso se for permitido, não é amor? Agora precisamos sair para comprar algumas coisas e lembre-se mocinha, você agora tem um animalzinho bonitinho que merece ser cuidado, não quero ouvir você brigando com ele... Você agora e uma mocinha responsável.

-- Sim, mamãe. Vai comprar bolinha pra ele brincar?

-- Vamos e você vai nos ajudar a escolher.

-- Pronto! Fabi se ela já esta escolhendo um monte de cachorrinho, na hora em que ver os brinquedos, vai querer todos também. Esta minha mulher fica fazendo todas as vontades dela, assim ela vai achar que pode tudo.

Fabi aproximou de Karol e deu um beijo nela. Logo em seguida um beijo no rosto de Fernanda Albuquerque de Morais, sua filhinha.

-- Olha que faço outro filho em você hein amor? – adorava provocá-la.

-- Hum... Uma já está dando tanto trabalho, imagina mais de um.

As três saíram com o cachorrinho do canil e foram fazer algumas compras. Adoravam o tempo que passavam juntas ou em companhia das famílias que cada vez se tornavam mais próximas. Os fins de semanas eram sempre organizados pelos pais ou de Fabiana ou de Karol. As duas mantinham o contato com os pais quando levavam a neta, ou mesmo para passar alguma data comemorativa. Nestes encontros sempre convidavam Maicom e Claudia que acabaram por se tornar um dos casais preferidos na companhia dos demais, principalmente pelo pequeno Lucas que era uma criança especial e que recebia muito carinho por parte de todos.

Marcaram uma data para comemorar os anos de casamento num local onde só haveria familiares e amigos e, desta maneira, selaram o amor que sentiam uma pela outra desde que eram crianças.


CAPÍTULO 19
CAPÍTULO 18
CAPÍTULO 17
CAPÍTULO 16
CAPÍTULO 15
CAPÍTULO 14
CAPÍTULO 12
CAPÍTULO 11
CAPÍTULO 10
CAPÍTULO 9
CAPÍTULO 8
CAPÍTULO 7
CAPÍTULO 6
CAPÍTULO 5
CAPÍTULO 4
CAPÍTULO 3
CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 1

Agradecimentos

Primeiro quero pedir desculpas pela demora em postar, ultimamente tava muito dificil e confesso que fiquei com medo de nao terminar kkk. Mas aqui estou eu. Queria agradecer imensamente a todas vocês que me acompanharam, fiquei muito feliz de não me abandonarem pelo caminho.

Queria agradecer a Camila Ribeiro por me passar varias ideias. Desculpe se não cheguei a incluir todas, na outra eu coloco um pouquinho tambem. Adorei suas ideias e estou ansiosa pela conto que voce vai escrever. Muito agradecida mesmo por suas ideias e estou sempre aberta a ouvir as criticas ou elogios (se é que existem kkk).

E com certeza preciso agradecer imensamente a minha leitora beta secreta, que me ajudava com as correçoes ( e foram muitas viu), me auxiliando e vendo muitos pontos que preciso melhorar. Agora que posso revelar tenho de dizer que amo sua escrita, seu jeito de ser (ainda mais por ser compreensiva com esta doida aqui). Minha autora favorita e que pode puxar sempre minha orelha viu Endless, perfeita kkk.

No mais muito obrigada por quem acompanhou, comentou, disse nada, fez nada. Tudo valeu. kkk Beijão para todas.

domingo, 8 de maio de 2011

The L Word - Capitulo 02

Este com certeza vai levar várias postagens, são várias as cenas que envolvem mulheres. Neste capítulo tem uma mulher que acho maravilhosa que faz o papel de Lara Perkins, linda demais. Mas começar pelo casal 20 da série, Betina. Então se divirtam vendo mais ceninhas das duas em seus momentos intímos.









Logo volto com mais fotos, por que este capitulo está recheado, neste primeiro post do capítulo 2 a Tina decide ter um bebê da Bette. É claro que não vou contar tudo, o melhor é ver.