terça-feira, 26 de abril de 2011

Segredos, Mentiras e Emoções - Capítulo 10

Na manhã seguinte, Patrícia foi a primeira a acordar. Olhou para Alex deitada nua de bruços, uma vontade enorme de acordá-la com beijos estava em sua mente, mas havia o fato de que muitas meninas já estariam de volta. Mas não resistiu, ficou passando a ponta do dedo no corpo de Alex e beijando sua pele. Viu os pelinhos dela se eriçarem e achou tão incrível aquele episódio que era como se nunca tivesse visto alguém ficar daquele jeito por outra pessoa. Alex abriu os olhos e sorriu, queria beijá-la, mas Patrícia só lhe deu um selinho e disse para ela se levantar rápido por que poderiam ser descobertas. Alex saiu da cama a contra gosto, pegou o pijama no chão e vestiu rapidamente.

-- Mas eu volto, viu? Tchau. - Deu um beijo em Patrícia e saiu do quarto dela.

Saiu devagar sem que pudesse levantar suspeitas. Entrou no quarto e se atirou na cama sorrindo. Tinha passado a melhor noite de toda a sua vida. Ficou com uma cara de boba olhando para o teto e sequer escutou a porta se abrindo. Kátia foi uma das poucas meninas que voltaram no horário certo. Viu que Alex estava com uma cara de sonsa olhando para o teto e perguntou se ela estava bem. Alex tomou um susto por que não havia imaginado ninguém em seu quarto, tentou disfarçar a cara de boba e disse que tudo estava bem.

-- Claro que está tudo bem, é que foi um fim de semana longo.

-- Ficou sozinha aqui?

Alex teve de mentir. Sabia que, se falasse o nome de Patrícia, seu rosto denunciaria o que aconteceu entre elas. Pensou um pouco antes de falar.

-- Sim. Mas foi bom, porque aproveitei para ler, bater papo à toa na internet, esse tipo de coisa. Ah! Nadei muito também, e dormi demais.

-- Por isso está com esta cara.

-- E como foi seu fim de semana? – levantou e pegou uma roupa para trocar.

-- Maravilhoso. Conheci um carinha na festa de quinze anos de minha prima. Ele é um gatinho e tanto. Nossa! Queria estar lá agora... Queria poder ficar mais com ele. Essa escola às vezes é uma chatice. – Kátia deitou na cama e ficou com o mesmo olhar bobo de Alex.

-- Espero que as coisas entre vocês se dêem bem. Você é muito legal e merece o melhor.

-- Olha só: tenho de arrumar minhas malas, assim que terminar a gente podia fazer alguma coisa, o que você acha?

-- Tudo bem. Eu vou nadar um pouco, mas se quiser fazer alguma coisa e só me chamar lá no centro de vivência.

-- Não vai para a aula? – Perguntou uma Kátia com um cara meio de preocupada.

-- Eu sei que tem aula, mas não estou muito a fim de estudar agora. Um dia sem ir lá não vai mudar em nada na minha vida. – Alex pegou o biquíni e foi se trocar, enquanto Kátia saía do quarto.

Ficou durante algum tempo na piscina. Aquele lugar a fazia ficar bem tranquila. Não precisava pensar em nada e ninguém, os problemas que tinha eram esquecidos nas braçadas que dava e nos mergulhos que a faziam se sentir mais viva.

Não viu o tempo passar. Somente quando escutou uma voz chamar por seu nome, é que se deu conta que a esperavam na ponta da piscina. Olhou para a mulher que a observava. Parecia estar nervosa com alguma coisa. Ela cruzou os braços e fez uma cara nada agradável ao constatar que Alex tinha dado um meio sorriso.

-- Estão esperando por você na sala de psicologia. Melhor se apressar, e fique sabendo que este episódio vai entrar em seu histórico escolar. Onde já se viu matar aula para ficar nadando.

-- Quem está me esperando? Não estou interessada em ver ninguém?

-- Apresse-se, por que a psicóloga está aqui exclusivamente para falar com você, e não pode perder tempo.

-- E se eu não for?

-- Não é uma alternativa, é uma obrigação. Quero você pronta e no consultório em menos de vinte minutos. E pode ter certeza, irei mandar alguém te aguardar do lado de fora de sua porta.

-- Nossa! Até parece que andei matando alguém. Credo! Pode deixar, não vou fugir não. Estarei lá.

Alex ficou se perguntando o porquê daquela consulta ser tão importante em sua vida. Imaginou os problemas que havia passado anteriormente, mas sabia que por mais que odiasse aquela família, um assunto daqueles não seria repassado para estranhos. Saiu apressada da piscina e foi para o quarto, trocou rapidamente vestindo uma camisetinha preta e um moletom cinza que havia ganho de Kátia.


xxxx


Sophie Trevisan já havia se formado a mais de cinco anos, era conhecida de Susan e foi contratada especialmente para cuidar do caso de Alex. Em conversas tidas anteriormente com Susan, esperava obter respostas com maior rapidez, de modo que pudesse voltar para suas férias, que foram interrompidas por um pedido especial de Susan. Ficou observando a janela até que percebeu a entrada de Alex. Deu uma rápida olhada para a jovem a sua frente que não esboçava um mínimo de sorriso, parecia muito séria ou com raiva. Não imaginou que Alex teria alguma semelhança com Susan pelo que sabia da história delas, mas reparando bem, havia uma pequena semelhança entre elas.

-- Sente-se. E como foi o seu dia?- tentou ser o mais calma possível, queria ter a confiança dela para que pudessem conversar normalmente.

-- Por que me chamaram?

Alex não estava nem um pouco interessada no quão cordial aquela moça pudesse ser. Alguma coisa relacionada à Susan tinha ali, e não estava disposta a se envolver com aquela família novamente. Cruzou os braços e encarou a moça alta, morena de cabelos compridos. Em outra época poderia ate achá-la interessante, mas a raiva que sentia por somente fazê-la lembrar do que aconteceu não deixavam margem para vê-la de tal forma.

-- Nós chegamos a um acordo e achamos melhor que você se consultasse com uma psicóloga, devido ao excesso de problemas que tem causado.

-- E que tipo de problemas eu causei? Será que você pode me informar?

Quando Sophie já ia responder foi interrompida por Alex.

-- Nós quem? Você e a Susan por acaso?

-- Não, a Diretora Havens e eu.

Sophie tentou disfarçar um certo nervosismo que transpareceu em seu rosto devido a mentira que acabara de contar. Colocou uma das mãos no bolso traseiro e respirou fundo e esperando por uma reação de Alex.

-- Sei. E por que eu? Há tantas garotas neste colégio! Nem sabia que havia uma psicóloga aqui até a pouco tempo.

-- Você veio de uma delegacia. Acreditamos que precise de acompanhamento psicológico.

-- Interessante. Se eu viesse da rua, precisaria da mesma forma. Enquanto as meninas do colégio não precisam, eu sou a escolhida. De tantos problemas que todas passam, eu sou a escolhida. Tudo bem, não esperava por outra coisa mesmo.

-- Então me diga: qual o seu maior problema?

-- Que eu saiba nenhum. Mas, se fosse para citar um, diria ser a Susan, o resto são coisas que consigo resolver.

-- Então admite que conhece a Susan Swanson. De onde, posso saber?

-- Primeiro que sequer citei o sobrenome. Existem milhares de Susans neste planeta, não há necessidade de eu estar me referindo a uma especifica. E sobre esta mulher, aí é bem fácil de obter informações, como revistas, internet... Quem não a conhece é por que não tem nenhum interesse pela vida chata dos famosos.

-- Imaginei que gostasse dela. Parece saber muito sobre sua vida.

-- Na verdade não, mas é impossível você abrir uma página de web, se deparar com uma notícia e simplesmente não passar os olhos. Claro que há algumas que você abre a matéria e lê por completo, enquanto outras, você simplesmente deixa de lado e passa para o que te interessa. E como não a conheço pessoalmente, não há motivos para gostar dela.

-- Por que acha que não precisa consultar uma psicóloga?

-- Porque estou bem. Agora não vou mais falar com você.

-- E por qual motivo?

-- Não estou com vontade!

Sophia viu que Alex continuou em pé, cruzou os braços e fingiu que a ignorava. Ficou analisando o seu rosto e não conseguia ver nada que pudesse relatar o que a outra estava sentindo.

-- Me conte como foi que você seduziu o namorado da Susan?


CAPÍTULO 9
CAPÍTULO 8
CAPÍTULO 7
 CAPÍTULO 6                                               
CAPÍTULO 5
 CAPÍTULO 4
CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 1

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Capitulo 19 – Final. Parte I – Vida a duas

As duas estavam mais que felizes no apartamento. Vez por outra Fabiana fazia um levantamento sobre a compra de um novo apartamento. Karol não entendia por que ela queria se mudar, a casa era o suficiente para as duas, mas Fabiana parecia querer mais para elas. Pensou em comprar uma casa, ou um apartamento mais amplo.

-- Pra que afinal você quer um lugar mais amplo amor? Este aqui já está a nossa cara! Pra que ter tanto trabalho em mudar de novo? – Karol fez uma cara de interrogação que Fabi teve de explicar.

-- Bem, estava pensando em uma coisa. Mas ainda não quero falar, talvez outro dia. Mas a gente precisa de mais espaço amor. Deixemos isso de lado, você sabe que vamos ter uma semana de folga e aproveitei para marcar uma viagem para nos duas.

-- Hum que fofo. E para onde você pensa em me levar.

-- Segredo de estado amor. Só leve roupa de banho, e muita mesmo. A menos que queira ficar nua o tempo todo pra mim, o que vou adorar.

-- Boba. – Fabiana se aproximou dela e a beijou.

-- Que bom que estamos juntas, não conseguiria viver assim se não fosse com você. Agora vamos jantar que a noite vai ser longa. – As duas tomaram um banho rápido e foram encontrar com Claudia e Maicon no restaurante. Os dois queriam dar uma noticia que as duas já imaginavam qual seria.

Como esperado o jantar seguiu normalmente e as duas ficaram muito felizes de saberem que os dois estavam noivos e que elas seriam as madrinhas de casamento. Ficaram comemorando até a madrugada e logo em seguida cada casal foi em uma direção.

Chegando no apartamento Fabiana começou a tirar a roupa de Karol devagar. Foram largando cada peça de roupa pelo caminho até chegarem ao quarto, onde Fabi deitou sua mulher e começou a beijá-la provocando ondas de calor no corpo de sua mulher e também na sua. Naquela noite parecia que não conseguia parar de amar Karol que não agüentando mais gozar para ela pediu arrego. Fabi escalou o corpo de Karol e ficou fazendo carinho no rosto e na barriga dela.

-- Amor, você está dormindo. – perguntou uma Fabiana com cara de que queria aprontar mais algumas das suas.

-- Deveria não é. Tem gente que acaba com minhas energias e ainda quer que eu arranje forças não sei de onde.

-- Bem é que queria fazer uma surpresa para você, mas não quero que seja chato quando chegarmos lá. Então o que me diz de passarmos uma semana inteira em Mikonos?

-- Passar uma semana na onde?

-- Mikonos amor, é uma das ilhas gregas, e tem uma das praias mais lindas e que aceitam que casais como a gente possa se divertir sem inconvenientes discriminações.

-- Hum, não sei. Uma semana inteira vendo minha mulher desfilando com biquíni pequeno de um lado para o outro. Não sei se vou aguentar.

-- Está com ciuminho. Mas é sério Ka, a gente pode se divertir bastante. Já planejei algumas coisas e outras deixei pra você, para que não se senta excluída nas decisões. Agora que já conversamos muito e você já recuperou as energias, vamos para o segundo round.

Fabiana voltou a beijar Karol, dava pequenas mordidinhas no pescoço dela enquanto a sentia se entregar em baixo de seu corpo. A respiração voltou a ficar mais acelerada e constantemente os gemidos eram ouvidos. Adorava sentir a maneira entregue como Karol ficava. Sentia uma felicidade enorme quando percebia que ela era sua. Sua mulher, sua vida. As duas ficaram se amando até quase o amanhecer do dia.


Karol não acordou fácil para ir ao trabalho, foi preciso Fabiana acordá-la com vários beijos e toques. Ela abriu os olhos ainda sonolentos, com uma vontade de ficar mais na cama, mas não podia se dar ao luxo de ficar até mais tarde. Foi levada para o banheiro por uma Fabiana que estava bem apressada.

-- Se alguém não tivesse acabado comigo ontem, não iríamos nos atrasar. Agora fica exigindo que eu ande logo. – Karol envolveu seus braços ao redor do corpo de Fabiana e pode ver os peinhos do braço dela se arrepiarem. Ficou feliz por saber que causa aquelas reações no corpo de Fabi.

-- Pois trate de se acostumar, que eu meu amor, eu tenho uma fome inacabável e insaciável de você. E só não vou te atacar agora por que realmente estamos muito atrasadas. Mas deixa a gente chegar à noite.

-- Mais que mulher mais tarada eu fui arrumar. – Disse isso a beijando.

-- Vou dar um jeito nas passagens e tudo mais. Até quinta deve estar tudo resolvido para nossa lua de mel.

-- Está me pedindo em casamento. Por que se for está fazendo a coisa errada. De onde já se viu lua de mel antes do casamento.

-- Amor, não é uma lua de mel, e uma mini lua de mel. O pedido oficial eu vou te fazer lá.

-- Hum. Então terei surpresas. To gostando desta história.

Fabiana apressou Karol mas ambas chegaram atrasadas nos respectivos trabalhos. Naquela semana fizeram várias atividades juntas e com os amigos. Queriam aproveitar cada momento para se divertirem com eles e com a família. Quando chegou o dia de viagem as duas já estavam bem animadas, munidas de câmeras fotográficas para registrarem todos os momentos e de vários outros apretexos para facilitar e ajudar a terem uma semana tranquila e romântica.

Chegando a Mikonos as duas se instalaram no hotel, um pouco apertado devido a estrutura do local, mas adoraram por que já podia se ouvir barulho de som. Ficaram sabendo que uma das praias a Super Paradise era uma praia diferente, onde pessoas que tinham o habito de fazer topless se sentiam a vontade. Karol não gostou nem um pouco, por que Fabiana disse que iria fazer, mas mesmo com a brincadeira ela ficou com o rosto emburrado.

Fabiana se aproximou dela e a abraçou.

-- Não sei por que você sente tanto ciúme de mim, já disse que sou somente sua. Ka eu te amo tanto e esta semana e só o nosso inicio. Um inicio para a eternidade juntas. – Ficaram naquele abraço apertado e Fabiana aproveitou e começou a tirar a roupa de Karol. Esta já nem fazia questão de retrucar mais, adorava cada minuto que tinha com Fabiana. Foi conduzida até a cama onde as caricias de Fabiana se tornaram mais fogosas. As duas passaram ótimos momentos juntas e caíram exaustas no fim da tarde. Naquela noite não queriam sair do quarto para nada, nem o barulho da festa conseguiu animá-las a saírem.

Na manhã seguinte foram passear pela praia, apreciaram o passeio no Moinho Vonís e logo em seguida deram um esticadela pela praia Paradise Beach, onde Karol só não ficou mais constrangida por que Fabiana estava do lado. Karol nunca havia ido em uma praia onde o nudismo poderia ser praticado e em seu rosto a cor já denunciava que provavelmente a permanência naquela praia não iria durar muito não.

Fabiana resolveu levá-la pra um outro local. A viagem seria para as duas estarem de bem com o ambiente e não para fazer com que Karol se sentisse diferente ou que não quisesse estar ali. Foram para uma outra praia e logo em seguida foram para o Kastro Bar onde se deliciaram com a culinária do local. Enquanto Fabiana realizava o pagamento que estava demorando devido a decisão de usar cartão ou não, Karol teve uma idéia para recompensar sua mulher por todo aquele dia maravilhoso. Deixou para falar com o gerente do hotel. Afinal ele se mostrou muito atencioso para com as hospedes, principalmente por ser brasileiro e Fabiana ter ajudado num caso envolvendo a família dele.

Fabiana chegou com uma carinha safada ao lançar um olhar para lá de indecente para cima de Karol. Karol sentiu o corpo inteiro se arrepiar com aquele olhar. Deu um sorriso discreto já sabendo das intenções dela. Compraram algumas coisinhas para levarem para o hotel e chegando lá Fabiana já foi para o banheiro preparar um banho para as duas na banheira. Colocou uma musica romântica e uma garrafa de vinho do lado. Curtiram a noite toda no maior carinho, amor e desejos.

Pela manhã enquanto Fabiana dormia, Karol resolveu executar o seu plano. Conversou um longo período de tempo com o gerente que foi muito atencioso e deu algumas ligações para finalizar o plano de Karol. Assim que tudo estava resolvido, voltou para o quarto e encontrou Fabi ainda ressonando. Pulou na cama, o que fez com que Fabi a olhasse espantada. Karol sorriu e avançou em cima dela.

-- Agora sou eu quem estou com vontade de você. – Nem esperou que Fabiana retrucasse ou dissesse alguma coisa. Deitou em cima dela e já foi beijando aqueles lábios macios e apetitosos.

CAPÍTULO 18
CAPÍTULO 17
CAPÍTULO 16
CAPÍTULO 15
CAPÍTULO 14
CAPÍTULO 12
CAPÍTULO 11
CAPÍTULO 10
CAPÍTULO 9
CAPÍTULO 8
CAPÍTULO 7
CAPÍTULO 6
CAPÍTULO 5
CAPÍTULO 4
CAPÍTULO 3
CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 1

Os Dilemas de Karol - Capítulo 19

Bem primeiro tenho de me desculpar pela imensa demora. Esta fazendo provas e como precisam de muito tempo pra dedicar tive de dar um tempinho nas postagens. Aqui não é o capítulo completo, dividi em duas partes por que primeiro ia ficar muito grande kkk e segundo que pelo menos posto esta parte agora e as leitoras não acham que deixei a história de lado.

Quero mandar um abraço para minha Beta Secreta, que logo logo será minha Beta Revelada kkk. Eu queria escrever isso a muito tempo kkk.

Por ultimo quero agradecer imensamente a Camila Ribeiro por ter me dado algumas dicas. Ela vai dizer "Mas não tem nada do que eu propus" kkk aguarde é que vai estar na próxima parte, quero pelo menos ir adiantando que o capítulo é dedicado a você que me ajudou com idéias e tal.

E no mais um excelente feriado emendado para todas e que tenham muita paz e alegria sempre. Beijos e até a próxima parte.

domingo, 17 de abril de 2011

#EU SOU GAY

Sim, isto todo mundo já sabe, mas vale repetir, gritar, levantar a bandeira, fazer sinal de fumaça kkk.

Não dá para continuar permitindo que outras pessoas sofram por que temos um desejo sexual diferente. É uma escolha nossa, RESPEITEM. Não fazemos mal a ninguém, só desejamos ter o minímo de privacidade e aceitação. Se não gostam finjam que não viram, siga seu caminho e não maltrate o proximo. Somos seres humanos e como seus semelhantes acreditamos que podemos ser felizes com nossa escolha.

Aqui vão aluguns links para que vocês se informem mais. Façam barulho, é o nosso direito.

Continuando The LWord...

Hoje finaliza o primeiro capítulo. Foi longo não, várias cenas com fotos de momentos que achei fofo e tambem prazeroso. kkkk Claro quem não fica com agua na boca com uma cena da Marina e da Jenny, principalmente estas de hoje. Vale lembrar que há cenas do meu casalzinho predileto BeTina. E para não fica de fora andei colocando algumas fotos de outras personagens, elas também merecem, mesmo que não tiveram cenas calientes por aqui.

E uma série não é feita somente por cenas de sexo, tem hora que fica aque parecendo apelação. Dá para sentir e ver que o casal não passa a miníma quimica. Mas quem sou eu para reclamar, estou é adorando. Uma das series que acompanhei, tem personagens que amo.

Deixando de blá blá blá, vamos as fotos, senão o povo fala que vim aqui só para falar abobrinhas. Ah pausa para o menage do meu casal favorito com um cara que é bem gatinho. Não, não estou mudando de lado, mas o cara é gato uai. Tenho de elogiar. Até mais pessoal.














quinta-feira, 14 de abril de 2011

Segredos, Mentiras e Emoções - Capítulo 9

Na sala de estar da casa de Susan, estavam Verônica, Carolina e ela própria. As três estavam sentadas em um enorme sofá espaçoso e aconchegante. Carolina estava sentada no colo de Susan, enquanto Verônica estava deitada.

-- Mamãe, quando Alex volta? – Carolina disse enquanto girava o relógio no braço da mãe.

-- Ainda não sei meu amor, mas espero que logo. Você está com saudades dela?

Susan quis demonstrar que logo Alex estaria junto delas, mas nem ela mesma tinha certeza do que iria acontecer dali em diante. Apertou Carolina um pouco mais em um abraço, enquanto via que Verônica estava se levantando do sofá.

-- Posso pegar algumas coisas da Alex, mãe? Ela não está usando mesmo... Aliás, nem sei se um dia vai voltar a usar.

-- Para quê? Deixa o quarto dela do jeito que está! Ela vai voltar pra cá e vai querer tudo do jeito que deixou.

-- Só quero pegar uma roupa, eu vou devolver, mãe.

-- Tudo bem, mas não mexa em muita coisa. Ela vai ficar magoada se você revirar o quarto dela de cabeça para baixo. -- Susan disse isso de forma meio autoritária fazendo Verônica recuar um passo.

-- Engraçado, por que com ela você fica de uma forma diferente? Parece que nem somos irmãs, que ela é melhor que a gente! Tem hora que não dá para entender o porquê desta obsessão por ela! E se ela ficar com a Bárbara vai ser melhor para ela! A Bárbara só tem um filho!

Verônica olhou direto nos olhos da mãe. Não recuou por medo de represália. Queria entender o verdadeiro motivo de Alex parecer mais importante que ela ou suas irmãs. Sua mãe não mudou o semblante em nenhum momento, continuou com a mesma seriedade no rosto.

-- Não acredito que esteja dizendo isso. Ela é sua irmã. Acho que me sinto como? Você me diz para abdicar de minha filha porque Bárbara só tem um filho. Você realmente não está sabendo o que fala. 

-- Às vezes parece que você só se preocupa com ela! Esquece que tem outras filhas! Esquece de tudo! Não sei por que ela é mais importante que a gente! Quer saber?! Tomara que ela nunca volte para cá! Espero que ela fique naquele maldito colégio pro resto da vida!

Depois de dizer isso, Verônica saiu da sala sem nem dar chance para Susan falar alguma coisa. Foi para o quarto e se trancou. Não queria mais falar sobre aquele assunto e muito menos com sua mãe.



À noite, Bárbara ligou para o colégio na esperança de que Alex pudesse atendê-la. Mas como Alex já havia informado que não atenderia nenhum telefonema destinado a ela, soube informações pela própria secretária que ela estava bem. Mesmo sabendo que de certa forma Alex não estava tão bem assim, Bárbara se sentiu aliviada e um pouco mais relaxada com a situação. Parecia que havia tirado um enorme peso das costas depois de saber que ela parecia até estar gostando de ficar no colégio.



No refeitório do colégio, Patrícia jantava com Alex. As duas estavam cada vez mais juntas naquele fim de semana.

-- Então, amanhã as coisas voltam ao normal. Suas amigas, minhas amigas.

-- E como a gente fica? -- Alex perguntou sentindo que o modo de Patrícia para com ela não era dos melhores. Parecia que não estava animada com a volta às aulas.

-- É melhor a gente ficar em segredo. Pelo menos até encontrarmos uma saída. Afinal estamos em um colégio para garotas e isso seria um escândalo. E não quero escândalos em minha vida.

-- Então você irá me ignorar, é o que esta dizendo? Vamos estar juntas sem estarmos, é isso?

-- Só um pouquinho, mas e só na frente do pessoal, depois a gente volta às boas.

-- Tudo bem. Tudo para ficar com você.

Alex respondeu sem muito ânimo. Não queria ser ignorada por ela, que estava fazendo sua vida tomar um outro rumo... Um rumo muito melhor. Pelo menos era o que pensava.

-- Passa lá no meu quarto antes de ir dormir, queria te mostrar umas fotos minhas.

-- Tudo bem... Paty, você já ficou com alguma garota?

-- Não, você é a primeira... Nem sabia que podia haver sentimentos desta forma por uma mulher... Mas estou gostando de cada um deles. Agora vamos, vou escovar os dentes e te espero... Vê se não demora muito.

Alex respondeu afirmativo e foi para seu quarto. Trocou de roupa, colocando um pijaminha azul claro e foi para o quarto de Patrícia. Ficou aguardando algum tempo até que ela abriu a porta. Estava com uma camisola vermelha com decote. Os olhos de Alex miraram os seios dela que estavam firmes e dava para ver o contorno na camisola. Não soube responder como, mas sentiu uma umidade entre as pernas que não havia sentido nunca antes... Não com a simples aproximação de uma pessoa. Sentiu que seu sangue foi para o rosto, porque sentiu que devia estar muito vermelho. Não sabia se estava vermelha ou roxa de vergonha, mas não conseguia desviar os olhos daquela visão. Depois de vários minutos em que comia Patrícia com os olhos, Alex percebeu um sorriso no rosto dela.

-- Acho que você gostou do que viu. Está até babando.

-- Não estou não!

Disse uma Alex sem jeito por perceber que Patrícia tinha visto o quanto a deixou desconcertada. Respirou fundo e fingiu ignorá-la, mas as batidas em seu coração estavam tão aceleradas que não sabia como controlá-las. Nunca havia se sentido daquela forma. Nenhum namoradinho que teve foi capaz de dar a ela aquelas sensações. Sentou na cama e pegou uma revista que estava no chão. Fingiu que lia para não ter que olhar para Patrícia.

-- Não seja boba, Alex, sei que você está com tanto medo quanto eu do que estamos sentindo. Não sei o que há com meu coração... Ele parece que martela mais que qualquer coisa quando te vejo... Também não sei como são estas reações, mas quem sabe a gente descobre juntas?

Patrícia chegou mais perto de Alex e sentou-se ao seu lado. O perfume que usava atingiu Alex, provocando um arrepio em sua pele.

-- Eu sei que as coisas parecem estranhas, mas é que nunca senti nada parecido com o que estou sentindo. Eu não sei o que posso fazer, e na verdade não quero fazer nada para impedir que aconteça...

--Vamos fazer o seguinte: para aliviar esta tensão que está aqui, vamos fazer o que te chamei para fazer no meu quarto, ver minhas fotos.
Patrícia levantou e foi pegar o álbum dentro do armário. Não percebeu que Alex havia fixado os olhos em cada movimento que ela fazia. Assim que retornou sentou na cama com as pernas cruzadas e falou para Alex fazer o mesmo. As duas ficaram vendo as fotos e Alex achou Patrícia bem metidinha quando era pequena. Mas teve de dar o braço a torcer, por que reconheceu que foi mais metida que ela quando era mais nova.

-- Sua mãe deve te adorar, apesar de que não entendo por que ela a deixa em um colégio interno.

-- A bolsa que ela conseguiu para mim é muito boa e este é um dos melhores colégios da região. Se eu quiser posso sair daqui uma profissional, mas gostaria de voltar para casa... Queria ficar mais com minha mãe. Sei que ela precisa de mim, mas acha que o meu futuro é mais importante.

-- Nossa e pensar que sequer imagino o que vou fazer. Não sei ao certo se vou me formar, mas não faço a mínima idéia do que quero fazer para o resto da vida. Acho que sou a única pessoa do mundo que não tem interesse algum de sair do colégio ou faculdade direto para o mercado de trabalho.

-- Mas deveria pensar nisso.

-- Eu sei, mas sempre tive tudo a meu alcance. Se bem que agora tudo mudou, mas de certa forma não sou uma completa zerada na vida. Agora que você está falando, lembro-me bem que juntei uma boa grana de mesada e tudo mais... Deve dar para abrir um negócio, ou usar a grana pra viver.

-- Você realmente não pensa no que vai fazer daqui pra frente?

-- Não... Não tenho nem dezesseis e já tenho de escolher o que devo fazer para me manter presa para sempre?

-- Não é assim... A gente precisa ter um ideal... Ter um objetivo na vida.

-- Sinceramente, não sei qual seria o meu, mas prometo que vou pensar mais nisso de agora em diante.

Patrícia pegou uma almofada e jogou em Alex que desviou e as duas ficaram brincando de atirar almofada e bichos de pelúcias uma na outra. Em certo momento Patrícia caiu por cima de Alex que não conseguiu resistir. As duas ficaram se olhando com um desejo que antes estava sob controle. Patrícia retirou alguns fios de cabelo do rosto de Alex e foi o suficiente para deixá-la ainda mais acesa. Alex colocou o braço em volta da cintura de Patrícia e ficou fazendo um movimento de vai e vem entre os corpos, depois disso não resistiram mais. Se entregaram a um beijo terno no começo e que foi ficando cada vez mais causador das sensações que elas  nunca haviam sentido.

Sem saber ao certo o que fazer, Alex foi retirando a camisola de Patrícia e beijando cada parte descoberta pela roupa que, naquele momento, era uma peça incômoda entre o desejo das duas. Enquanto fazia isso calmamente, Patrícia, ao contrário, tirava-lhe a roupa com euforia, com uma vontade insana de sentir mais.

Viram-se livres das roupas e ficaram observando o nu uma da outra. Um sorriso aflorou nos lábios de cada uma e avançaram mãos e boca para sentirem aquele turbilhão de emoções e sensações que despertavam em cada toque. Não souberam definir o que sentiram quando um corpo começou a movimentar sobre o outro. Como poderia ser tão maravilhoso aquela sensação quando estavam apenas tocando as peles.

O som que antes era de risadas agora se tornava palco de gemidos, gritos de prazer e frases ditas sem conexão alguma. Beijos que despertavam mais que ações. Movimentos sincronizados como se tivessem treinado cada minuto. Sem perceberem entraram no auge do prazer somente com toques e beijos. Não haviam penetrado e nem feito mais que o roçar de sexos e beijos pela pele nua. Mas aquele momento foi, talvez, o mais prazeroso na vida das duas.


Enquanto ainda respiravam com dificuldade, ficaram fazendo carinho com as mãos, cada uma com um pensamento longe, mas no mesmo lugar, em como tudo parecia mágico e surpreendente. Sem que houvesse chance para falar alguma coisa que atrapalhasse, Alex começou a beijar o pescoço de Patrícia, que pressentiu que aquelas sensações se estenderiam pela noite toda. Entregou-se a mais aquele momento e pode-se notar que, desta vez, Alex fazia um caminho diferente com os dedos. Não queria entender o motivo de apenas os toques provocarem tanto prazer. Sentiu cada um como se fossem descobertas íntimas escondidas por anos.

Alex percorreu o corpo de Patrícia com suavidade e, quando seu dedo médio encontrou o sexo molhado e pulsante dela, teve vontade de entrar imediatamente e foi o que fez. Mesmo sem saber o que estava fazendo, começou a dar estocadas leves, aumentando a velocidade à medida em que ouvia os gemidos ficarem maiores . Nunca imaginou que sentiria tanto prazer apenas por dar prazer a alguém. As duas ficaram num ritmo crescente de movimentos e gemidos e, quando Alex deu uma estocada mais forte, percebeu o corpo de Patrícia amolecer e o gozo em sua mão. Não soube explicar como aquele ato a fez praticamente chegar ao ápice junto com a mulher que a estava ajudando a descobrir novos caminhos.

Deitou por cima do corpo de Patrícia e ficou com a cabeça em cima de seus seios, sentindo o movimento da respiração e o cheiro maravilhoso que exalava daquele corpo. Ainda ficaram por algum tempo naquela posição quando as respirações começaram a voltar ao normal e adormeceram.


CAPÍTULO 8
CAPÍTULO 7
 CAPÍTULO 6                                               
CAPÍTULO 5
 CAPÍTULO 4
CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 1

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sophia Bush

Linda, maravilhosa. Simplesmente tudo de bom. Alguém assim não aparece pra mim, se bem que é muita areia pra minha caminhonete. Isso foi ridículo, mas sensato. kkk. O mais importante e ver esta preciosidade que me faz suspirar. Ahhhhhhhhhhhhhh.












domingo, 10 de abril de 2011

Os Dilemas de Karol - Capítulo 18 – Penúltimo - Restrições

No sábado, enquanto Karol arrumava o apartamento, Fabiana resolveu que seria um bom momento para fazer a reserva no hotel. Ligou e solicitou um quarto de casal, mas quando pediram o nome do esposo, ela falou que seria a sua mulher, não gostou de saber que não aceitavam casais do mesmo sexo hospedados naquele hotel.

-- Vocês devem estar enganados, este hotel sempre foi passível. O que mudou na atitude de vocês? Trabalhei neste hotel quando ainda realizava faculdade e sempre tratei todas as pessoas de forma igual!

-- Sinto muito senhora, mas a política do hotel não permite que casais homossexuais se hospedem aqui. Talvez a senhora deva ligar para o hotel Bermont, eles não têm este tipo de restrição.

-- Quero falar com o gerente! Passe a ligação para ele, por favor!

-- Senhora, entendo que esteja exaltada, mas, por favor, procure o outro hotel. Não estou dizendo isso por que é o melhor a fazer, mas, se a senhora falar com meu chefe, pode não gostar do que ele vai falar. Por isso indiquei o outro hotel, porque, mesmo sendo apenas uma recepcionista, sei que ele não irá mudar de atitude. Escute o que digo... Preciso do emprego, mas isso não quer dizer que eu concorde com as políticas do hotel.

-- Compreendi e sei que você é uma pessoa sensata, mas realmente gostaria que você passasse a minha ligação para o seu chefe, por favor.

-- Ok, mas te dou um alerta: ele não é nem um pouco gentil com este tipo de relacionamento. E, por favor, não diga que indiquei o outro hotel... Ele não sabe que tenho ajudado e mandado clientes para seu concorrente.

-- Sem problemas e muito obrigada por sua atenção.

Fabiana sentou nervosa no sofá, Karol percebeu e ficou perto dela. Colocou o braço em volta de sua cintura e ficou ao lado, escutando a conversa.

-- Senhor Gabriel Andrade, quem está falando é Fabiana Morais. Trabalhei neste hotel no tempo de minha faculdade e sempre obtive um ótimo conceito no tratamento que dava aos clientes. E hoje, descubro que vocês sequer aceitam que todos os tipos de casais se hospedem neste hotel...

-- Não permitimos que casais do mesmo sexo se hospedem em nosso hotel. Se desejar, vá para outro. Neste, que eu gerencio, não é permitido e continuará desta forma.

-- Isto é um absurdo! Irei entrar com uma ação contra vocês! Se você não sabe, discriminação é crime amparado por lei!

-- Faça como quiser! Tenho coisas mais importantes pra fazer do que ficar ouvindo uma lésbica criticar nossa política! Tenha um bom dia. -- e desligou o telefone na cara de Fabiana que ficou revoltada com o tratamento que recebeu.

-- Não acredito que colocaram um homófobo para gerenciar o hotel. Era um dos hotéis que mais tinha respeito pelos gays! Como pode ser isso? Adorava o ambiente e agora vejo que tudo acabou. -- o tratamento que Fabiana recebeu foi o pior que já tinha recebido na vida.

-- Amor, não fica assim, tem outros hotéis. Por favor, não vá brigar com ninguém... Por favor,  esquece esta história...

-- É claro que não vou esquecer, meu amor! Vou entrar com uma ação pelo atendimento que recebi deste gerente. Não é possível que tratem um ser humano como se fosse cachorro! Se bem que nem os cachorros mereceriam tal tratamento... Trabalhei quase dois anos lá! Como podem ter mudado tanto em tão pouco tempo? Mas não sou de deixar as coisas de lado! Comigo a coisa é da forma correta.

Karol tentou acalmar sua mulher, mas sabia que não iria adiantar muita coisa. Quando Fabi metia algo na cabeça não havia meio de tirá-lo de lá, de forma alguma.

Enquanto Fabiana ligava para reservar o quarto em outro hotel, Karol providenciou um almoço mais saudável para as duas.


xxxx


Naquela semana Fabiana conseguiu provas suficientes para processar o hotel e, com isso, ganhou uma boa quantia que usaria para sua lua de mel. Não quis falar com Karol sobre as intenções que tinha para gastar o valor recebido, mas, o que mais importou, foi conseguir uma liminar que amparasse os casais de mesmo sexo em muitos hotéis, caso o contrário, o hotel teria de pagar uma indenização por danos morais.


Iriam viajar somente na quinta feira, mas Karol fazia questão de deixar as coisas preparadas com antecedência. Ao final da arrumação, tinha preenchido três malas grandes. Fabiana ficou olhando da porta e rindo da forma como Karol preparava as malas.

-- Amor, acho que é bagagem demais... Vamos ficar um final de semana e não nos mudarmos.

Aproximou-se de Karol e a abraçou. Roçou o rosto no pescoço dela e ficou sentindo o perfume daquela pele gostosa. Karol aconchegou seu corpo ao de Fabiana enquanto ela fazia o carinho. Como tudo que Fabiana fazia a agradava, sentiu-se a pessoa mais feliz do mundo nos braços dela.

-- Não quero que falte nada em nossa viagem. Vai que de uma hora para outra você me avisa que esqueceu aquele short? Estou indo prevenida.

-- Mas está exagerado. Vamos fazer o seguinte: duas malas, uma com suas coisas e outra com as minhas, pode ser? Assim não levamos bagagem em excesso.


Mesmo com a insistência de Fabiana em dizer que havia bagagem demais, tiveram de levar as três malas. O vôo estava marcado para as 14 horas e Fabiana fez questão de deixar Karol sentar na janela, visto que esta nunca tinha entrado num avião e queria ver a paisagem lá de cima.

No momento do embarque, Fabi sentiu que sua mulher estava nervosa, pegou a mão dela e ficou fazendo carinho de modo que esta não pensasse que as coisas não dariam certo. Assim que normalizou, as duas ficaram conversando sobre algumas imagens que apareciam e Karol se sentiu mais tranquila durante a viagem.


Chegaram ao hotel Bermont e notaram que o atendimento ali era maravilhoso. Não foram discriminadas em nenhum momento, ainda assim, os atendentes avisaram que, apesar de aquele hotel ser receptivo, a cidade não era tanto. Alertaram que as duas deveriam seguir um roteiro já trilhado pelo hotel como restaurantes, locais onde as duas pudessem ser elas mesmas sem serem julgadas. Elas agradeceram e foram se instalar no quarto. Tomaram um banho juntas e, logo em seguida, pediram um lanche antes de enfrentarem a família de Fabiana.


Karol estava mais apreensiva com esta parte, pois não queria que achassem que ela teve alguma coisa a ver com o afastamento de Fabiana e seus pais. No trajeto para a casa deles sentiu um calafrio, como um pressentimento de que alguma coisa ruim iria acontecer.

-- Fica tranquila meu amor, tudo vai dar certo. Não se preocupe... Estou do seu lado e não vou aceitar que ninguém te falte ao respeito. Você é minha mulher... E é isto que eles têm de perceber.

-- Não sei, mas algo me diz que alguma coisa não se encaixa nesta nossa visita. Tem certeza que precisamos ir hoje? Quem sabe outra vez... Outro feriado...

-- Não seja boba! A gente vai superar tudo que vier pela frente. -- deu um beijo em Karol e a abraçou forte.

Quando chegaram pegou na mão de Karol e a conduziu até a porta, já que a mesma não sentia muita segurança naquele encontro. Diante da porta, Karol ainda respirou fundo. Não queria ser acusada de estragar uma família, mas seu amor era tudo que podia oferecer a Fabiana.

Foram recebidas por uma nova empregada que ainda não conhecia Fabiana pessoalmente, somente por fotos. Pediu que as duas fossem para a sala onde já estavam aguardando-as. Fabiana segurou a mão da esposa e a conduziu até o local.  Karol ficou admirando o lugar. Parecia ser uma casa saída de algum catálogo de revistas. Quando chegaram, depararam-se com um casal formado por um homem com idade de mais ou menos cinqüenta anos, cabelos grisalhos, uma pele clara, mas um pouco queimada pelo sol, e um corpo de dar inveja aos rapazes que não tratavam a saúde muito bem. 

A mulher ao seu lado também não perdia em nada: alta, magra, com um jeito e aparência de uma daquelas executivas que só trajavam roupas sociais e que parecia se vestir do mesmo modo, mesmo estando em casa em momento de lazer. Olharam atenciosamente para a filha que há anos não viam. Uma vontade enorme de abraçá-la, mas com receio de serem deixados de lado.

-- Vai lá! Dá um abraço neles...

Karol empurrou Fabiana na direção dos pais e o abraço que aconteceu ali, foi algo digno de cena de filme. Ficou vendo sua mulher no carinho que recebia com uma felicidade que começou a sentir quando estava junto com ela. Percebeu que os três tinham lágrimas no rosto. Queria sair um pouco e deixar o momento familiar se prolongar, mas. quando fez menção de sair, o pai de Fabi a chamou.

-- Venha aqui, Karol... Você faz parte desta família... Não vamos cometer o mesmo erro duas vezes. Não queremos ver nossa filhinha sofrer por um erro que espero que tenha ficado no passado.

Karol ainda sem jeito aproximou dos três e foi recebida com um caloroso abraço.


Os quatro ficaram contando casos e novidades, enquanto esperavam o tempo passar. Depois de mais de uma hora naquela ladainha, ouviram a companhia tocar. Os pais de Fabiana ficaram com uma cara diferente como se escondessem alguma coisa. Mas, quando um casal adentrou a sala, Karol olhou sem jeito, surpreendida pela presença dos próprios pais.

-- Como tive de pedir desculpas pelo erro que cometemos no passado, queria fazer uma surpresa para as duas. Karolina e Fabiana, estamos muito felizes por vocês terem se reencontrado e, depois de todo este tempo, descobrirem que se amam. Então, já que cometi a burrada uma vez, desta vez faço certo... Karolina, aceita se casar com Fabiana Morais, a minha filha linda?

-- Pai!! Que é isso? Sou eu quem deveria fazer o pedido...

-- Você demorou demais, filha... Então Karolina, você aceita.

Karol ficou com uma cara de boba olhando para cada um dos presentes. O rosto de cada um deles denunciava a alegria daquele momento. Sem muitas palavras por estar morrendo de vergonha de ser pedida na frente de seus pais e agora de seus sogros também, disse um tímido sim. Fabiana abriu um sorriso e foi em direção a Karol. Deu-lhe um forte abraço e um beijo carinhoso.

-- Já que estamos oficialmente noivas, obrigada por isso, papai... -- piscou para o homem. -- Quero fazer uma pré lua-de-mel com você... Quero convidá-la para passar o próximo fim de semana em uma ilha muito linda. Cortesia do hotel onde trabalhei... Aliás, cortesia nada! Com a grana que tirei deles, a gente pode mudar algumas coisas lá em casa, e aproveitarmos para viajar um pouco...

O jantar seguiu normalmente e as duas famílias celebraram, pela primeira vez, um dia de família unida. Trocaram informações e prometeram repetir aquele dia pelo menos uma vez por mês com a promessa de reunirem a família sempre que possível.

Mais agradecimentos a Renata que me acompanha no orkut pelas ideias e Minha Beta Secreta por me ajudar muito.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Segredos, Mentiras e Emoções - Capitulo 8

No quarto de Sthefany, ela estava deitada em sua cama de casal de tamanho king, juntamente com Verônica. As duas falavam dos últimos acontecimentos na vida delas.

-- Ainda não consigo acreditar que Alex tenha feito aquilo, isso me dá tanto nojo quanto ódio. Queria vê-la no fundo do poço pelo que fez mamãe passar.

-- E ainda faz, não é Sthef? Sabe, eu gosto muito dela... Somos irmãs e tal. Mas queria que nunca tivessem trazido ela para cá. Acho que mamãe foi precipitada em trazê-la. Ela não é nossa irmã, tá no rosto, nas ações. Nem sei se vocês são mesmo gêmeas. Tudo bem que ela tem o sorriso do papai, mas você nem tem cara de que é irmã dela.

-- Nossa, Vê! Você é pior que eu. Pelo menos só quero me vingar dela.

-- Pensa bem, mamãe está gastando um tempo precioso que poderia estar passando conosco e fica tentando recuperar Alex. Droga! Se ela não tivesse vindo para esta casa, nada disso teria acontecido.

-- Eu amo a Alex, mas quero me vingar dela. O que ela fez com mamãe foi uma coisa horrível, mas quero só acabar com o ego dela. Não quero maltratá-la.

-- Eu não a odeio, só acho que as coisas seriam diferentes. Mas, se ela voltar, tudo bem, já me acostumei mesmo.

-- Acho que foi ela que não se acostumou conosco. -- Verônica pensava melhor na situação.

-- Mas ainda não entendo como você não pensa como eu.

-- Nós compartilhamos o mesmo feto, estamos ligadas até o fim.

-- Espero que ela esteja bem.

-- Não a detonou quase agora? Sthef você é muito doida!

-- Estava brincando, eu amo minha irmã. Mas já parou para pensar que esta questão de mamãe e Bárbara estarem lutando por ela é muito estranha? Como é que o exame de DNA pode dar o mesmo percentual para as duas? Isso não é possível. A gente podia fazer uma investigação.

-- Não sei, nos envolver numa coisa dessas... Podíamos falar com o papai, aí ele resolveria. Mas ele vai viajar e ficar quase duas semanas fora. Por que diabo a Bárbara foi ter o bebê na mesma ala que mamãe? Elas nem eram para ter ficado no mesmo andar...

-- Dinheiro, Vê. Bárbara tinha muito dinheiro, com certeza, queria o melhor lugar. Mas tudo bem, uma hora as coisas se ajeitam. Eu vou é correr para ver se encontro o Brian, ele vai me levar para ver um filme. Tentei convencê-lo a semana inteira de que deveríamos assistir este filme e, como ele cedeu, tenho de aproveitar. Quer ir conosco?

-- Não, segurar vela não é a minha. Além do mais vou estudar o resto do dia, tenho um teste. Você ficou sabendo que o Colégio Miller’s pegou fogo? Disseram que uma gangue queimou quase tudo por lá.  Não descobriram quem foi. Alex deve ter aprendido com este povo, afinal estudou por lá. Nunca vi como ela não queria sair de lá de modo algum.

-- Vai ver ela conheceu o pessoal que fez isso. Ô colégio sem graça! E aquelas amigas dela? Pareciam um bando de mafiosas!

-- Haha! Mafiosas foi ótimo! Deixa eu ir lá estudar. Bom filme.

Verônica deu um beijo no rosto de Sthefany e foi para seu quarto.

No colégio Alex e Patrícia foram tomar café da manhã juntas. Cada uma trajava um short de uma cor diferente, Patrícia uma camisetinha e Alex uma blusa baby look. Os cabelos de ambas estavam presos em rabo de cavalo. Usavam chinelo de dedo e somente Patrícia estava de batom. Sentaram uma de frente a outra e começaram a conversar.

-- Pensei em você ontem, sabia? -- disse Patrícia olhando para o rosto de Alex. -- Nunca tinha acontecido de eu pensar em uma mulher antes, que não fosse minha mãe.

-- Também pensei em você ontem, melhor, até sonhei contigo. Você me fez acreditar que é possível voltar a acreditar na vida.

-- Como assim? Você por acaso estava com algum problema que te fez não querer estar viva? É isso que está me dizendo?

No rosto de Patrícia pairava um medo de perder o que ainda não tinha. Ficou analisando os traços no rosto de Alex como se certificando de que ela havia dito aquela frase por engano. Mas, a dúvida que surgiu em seu rosto, fez com que percebesse que tinha mesmo algum problema ou segredo que não quisesse falar. Iria dar tempo ao tempo. Se ela realmente confiasse nela iria contar, não a pressionaria de modo algum.

-- Não é nada, é que estava deprimida um tempo atrás, pensando que não havia motivos para que estivesse viva. Sei que parece loucura, mas passei por umas situações que não desejaria que ninguém passasse. E não sei como tive forças para seguir em frente.

-- Deixa de ser boba, todo mundo tem um propósito aqui no mundo. Você vai encontrar o seu caminho, assim como eu.

-- O seu é me fazer feliz. – Alex deu um sorriso sincero para Patrícia que retribuiu na hora.

-- Tá bom! Perguntas. De onde você é? Onde estão seus pais e por que a colocaram aqui?

-- O que você faria se eu não respondesse nenhuma das perguntas?

-- Ficaria chateada e poderia me afastar de você. Só quero saber mais sobre você, preciso conhecê-la. Posso? Você deixa?

-- Não gosto de falar muito, porque minha vida é uma droga!

-- Fala... Não deve ser tão ruim assim. Por favor, Alex, como você quer que a gente fique bem se não posso saber nada de sua vida?

-- Não sei ao certo quem são meus pais. Acredito que tenha nascido nesta cidade, mas também não posso provar. Fui expulsa de casa e pensei em procurar algumas pessoas que tinha como confiáveis e, como só recebi desprezo, acabei tentando roubar um supermercado. Mas eu queria só um pacote de biscoito, não queria tirar dinheiro deles. Depois me mandaram pra cá e disseram que vou ficar até completar a maioridade, mas vou sair antes, disso tenho certeza. É certo que fiz coisas erradas, mas espero que nada disso possa estragar alguma coisa que esteja surgindo entre a gente.

-- Não se preocupe, as coisas entre a gente estão bem. Por que foi expulsa de casa?

-- Posso entrar neste assunto com você outra hora? Não tenho bom estado psicológico para este assunto, pelo menos assim de cara. Talvez, quando me sentir segura, posso falar. Ainda tenho medo de algumas coisas.

-- Tá bem, mas vou voltar nesta pergunta uma hora ou outra. Onde passou sua infância?

-- Entre duas casas. Ficava um tempo com uma pessoa que dizia ser minha mãe e outro com uma pessoa que também se dizia minha mãe. Uma situação complicada que me fez querer descobrir a verdade, mas ainda tenho que organizar umas coisas para sair nesta busca.

-- Que complicado.

-- Nem imagina... E você, por que sua mãe te colocou aqui?

Alex queria desviar o assunto de sua vida. Não precisava falar tudo, pelo menos no início. Sabia que, apesar de estar começando a gostar de Patrícia, não sabia nada sobre ela, precisava ir com calma ao revelar mais informações.

-- Como sabe que foi ela quem me colocou aqui?

-- As meninas me contaram que sua mãe trabalha demais e por isso você fica aqui.

-- É, às vezes queria estudar em uma escola normal... Aqui a gente fica presa e lá fora as coisas são diferentes, temos mais liberdade.

-- Se eu fosse rica, você ficaria comigo.

-- Acho que sim, apesar de que se fosse rica não estaria aqui. Estaria com seus tantos pais, com um monte de gente pra te bajular. Você conhece a Susan Swanson? Sabia que ela é uma das donas deste colégio?

-- Por que você perguntou dela?

-- Sei lá, você parece com ela. Assim, bem de longe, me lembra um pouco ela. Um dia veio aqui, até tirei fotos.

-- Vamos deixar esse assunto besta de lado, você é tão linda. Vamos dar uma volta no pátio.

As duas saíram de mãos dadas e ficaram caminhando como se estivessem em um parque de diversões.


CAPÍTULO 7
 CAPÍTULO 6                                               
CAPÍTULO 5
 CAPÍTULO 4
CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 1

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Continuando The L Word ....

E mais Marina e Jenny se agarrando no banheiro...  "Como eu queria está ali kkkk"
















Ow Shane que é gata, adoro estas fotos com esta pose de que não liga pra nada. Logo mais tem mais fotos, já viram que só um capítulo rendeu este monte de fotos, imaginem até o final. Beijos.

Enquete

É parece que muita gente está na moita e não quis se pronunciar sobre a nova enquete. Mas pelo que deu para perceber, o blog tem sido visitado por várias pessoas, umas que se consideram curiosas, héteros, lésbicas ou que acham o blog interessante, ou que desejam ver as fotos. São vários os públicos e agradeço a vocês por me acompanharem, mesmo que não me sigam ou que não sejam assíduas (os). Coloquei os por que há homens por aqui também, sejam bem vindos. Não estou aqui excluindo ninguém, que bom que o blog está atingindo outros públicos.

Minha intensão era fazer uma coisa que gostava, e até esqueci de colocar na enquete a opção que era homem, pois já frenquentei sites gays e não quer dizer que devemos ficar presos em nosso mundinho.

No mais obrigada pela participação de quem votou e de todos que estavam na moita. A próxima enquete é para ver se consigo uma namorada.

Brincadeira. Beijos a todas (os).

Segredos, Mentiras e Emoções - Capitulo 7

No colégio, depois de nadarem um pouco, Alex acompanhou Patrícia até o quarto dela. Foram conversando animadamente, contando sobre várias situações engraçadas que já passaram pela vida.  Pararam diante da porta e ficaram se olhando, como se não quisessem sair de perto uma da outra.

-- Se você quiser podemos ver um filme mais tarde.

-- Onde? Nossos quartos não possuem TV...

-- Na sala de lazer. Vai me dizer que nunca reparou na televisão que tem lá?

Alex fez uma cara de quem tentava se lembrar de todos os móveis e eletrodomésticos que haviam na sala. Mas não conseguia se lembrar da TV. Imaginou que poderia estar em outra sala que não a de informática.

-- Então, tá. A gente se encontra lá, dentro de uma hora, pode ser? Quero tomar um banho para retirar o cloro da piscina.

-- Claro, mas vê se não atrasa. Estou adorando passar meu fim de semana com você.

Alex ficou envergonhada pelas palavras. Não sabia se ficava feliz por encontrar uma nova amiga, ou se aquela amizade era só uma situação por estarem somente as duas no colégio. Patrícia entrou no quarto e Alex se encaminhou para o dela. Chegando lá, pegou suas roupas e foi para o vestiário. Tomou o banho calmamente e nem percebeu que demorara mais que o necessário. Chegou um pouco atrasada e encontrou Patrícia esperando. Abriu um sorriso tímido e chegou perto dela, sentindo que estava vermelha de vergonha. Tinha reparado em como Patrícia estava vestida, um shortinho curto “muito curto”, uma regata azul e um tênis all-star xadrez. Poderia pensar que ela estava vestida para matar, mas se lembrou que ela era só uma mulher e que provavelmente não gostava de mulher.

“Para, Alex! Assim já é demais! Aposto que ela notou que você estava secando ela. Se comporte... se comporte!”.

-- Achei que não viria mais. Imaginei que levaria um bolo.

Patrícia disse enquanto olhava como Alex estava bonita com uma bermuda xadrez e uma blusinha preta que estava colada no corpo dela. Usava um chinelo, mas estava muito linda.

-- Não faria isto com você. Sabe, parece um pouco estranho, mas nem me importo mais de estar aqui. Você me faz sentir tão diferente. -- depois de dizer isso percebeu que ficou desconcertada, bem como deixou Patrícia.

-- Então eu consigo deixá-la mais tranquila, e desta forma você não pensa mais nos seus problemas? -- Patrícia só disse isso para ver qual seria a reação de Alex.

-- Na verdade, sim... Sinto-me à vontade com você. Sei que é estranho, pois nos conhecemos há bem pouco tempo, mas você me faz sentir muito bem. Agora vamos ver o filme por que viemos aqui para isso. -- tentou quebrar o clima que estava se formando naquela sala.


Enquanto assistiam a TV, faziam brincadeiras que incluía tocar uma na outra. Em certo momento seus rostos ficaram muito próximos e Alex não conseguiu se controlar, tentando um beijo. Não entendia por que aquela vontade de senti-la. Por sorte foi retribuída. Ficaram se beijando durante muito tempo.

Para Alex aquele foi, sem dúvida, o melhor beijo que já havia provado na vida. Não por ser a primeira vez com uma mulher, mas por que já havia beijado vários rapazes e nunca sentiu nada tão perto do que estava experimentando. Os lábios de Patrícia eram tão macios e o modo como ela tocava seu rosto era tão delicado. Se tivesse beijando um cara, ele provavelmente estaria querendo engoli-la com a língua. Não sabia o que estava acontecendo, mas se sentia entregue aos sentimentos que estavam surgindo por Patrícia. Sem fôlego as duas pararam e ficaram se encarando como se não quisessem parar de se beijar nunca. Patrícia passou a mão no rosto de Alex sentindo a maciez daquela pele e deslizou o dedo pelos lábios dela. Queria senti-la mais um pouco, mas não sabia como reagir num envolvimento assim. Foi Alex quem quebrou o silêncio.

-- Os momentos que tenho com você não passam... Queria que o final de semana durasse um ano. -- disse isso pegando nas mãos de Patrícia e sentindo como seus dedos eram delicados.

-- Me fale de você! – esta pergunta pegou Alex de surpresa.

Não saberia o que dizer para ela. Como explicar que tinha duas mães, que, mesmo que exista exame de DNA, a probabilidade de os resultados serem idênticos era maior do que dar um resultado diferente. Passou a mão pelo cabelo, tentando encobrir um nervosismo que já estava a caminho. Não queria mentir para ela, mas também não queria dizer a verdade e correr o risco de perdê-la.

-- O que você quer saber exatamente? -- cruzou os dedos como que pedindo sorte para  Patrícia não entrar em algum assunto que não gostaria de falar.

-- Só me conte alguma coisa, por exemplo, como veio parar aqui?

-- Não vamos estragar este momento, por favor...

Temeu contar sua história e ser deixada de lado como todas as pessoas que amou na vida. Amou e ainda ama, apesar de querer arrancar aquele sentimento do peito ele ainda continuava lá. Não era simples retirá-lo, precisava de tempo para treinar o coração a aceitar as pessoas certas.

-- Mas amanhã você me conta tudo. Você vai escapar por hoje porque estou mesmo caindo de sono, mas amanhã... Vamos dormir... É... Cada uma no seu quarto, foi o que quis dizer... Você entendeu não é?...

-- Claro. Não se preocupe... Não faria nada que pudesse atrapalhar o que estamos construindo... Certo que foi só um beijo, mas você me fez sentir como se eu pudesse ser feliz, como se eu pudesse lutar por minha felicidade...

-- Você está muito filosófica. Vamos e, se puder, passe no meu quarto pra me chamar amanhã. Às vezes eu durmo mais que a cama.

Alex acompanhou Patrícia até o quarto dela. Trocaram um beijo de boa noite e, assim que ela fechou a porta, foi para o seu quarto. Entrou suspirando, retirou a roupa e colocou um pijama. Não conseguiu deixar de pensar em Patrícia mesmo nos sonhos. Estava radiante por encontrar uma pessoa que parecia realmente gostar dela.



Em casa, Bárbara estava andando de um lado a outro no escritório. Uma pilha de livros sobre direito civil pairava sobre sua mesa. Estava um pouco aflita e nem escutou um toque na porta. Michael entrou e ficou olhando para a mulher a sua frente, a fisionomia parecia ser de uma senhora de idade avançada. Estava com uma expressão séria, mas, quando o viu, tentou esboçar um sorriso que, de tão forçado, saiu sem jeito.

-- Querida, não fique assim, ela vai voltar pra gente. Você consultou um advogado especialista na área. -- disse isso já sentando na cadeira em frente à mesa.

-- Acho que nem prestei atenção no que ele falou. Estava tão compenetrada com as coisas que estavam na minha mente que, acredito, ele vá fazer um dossiê para me mostrar depois. Também estou com tantos casos em mãos que não consigo me concentrar totalmente. Que bom que procurei ajuda de um especialista, se eu mesma tivesse pego o caso não passaríamos da primeira audiência. Além de envolver minha própria filha, iria expor ainda mais minha situação, o que prejudicaria o andamento do caso.

-- Não se preocupe, tudo vai dar certo. Falando em filhos, você não pode deixar o Patrick de lado, ele tem apenas dois anos e não sabe o que estamos passando. Deve estar morrendo de saudade de ter você para bajulá-lo.

-- Não se preocupe. Amo meus filhos do mesmo modo. Sei que parece que não estou me dedicando ao Patrick tanto quanto me dedico a Alex. O caso dela é complicado, mas tenho ficado muito tempo com ele. Gosto de ser a mãe bajuladora sempre. Falando em Alex, que tal se fôssemos ao colégio um dia desses para visitá-la? Ela pode estar sentindo falta de nos ver.

-- Não sei. Ela parece que não deseja ver-nos de modo algum. Acho que devemos dar mais um tempinho para ela colocar as idéias no lugar. Também estou com muita saudade de minha filha, mas pior seria se fossemos lá e ela não nos recebesse. Meu coração não agüentaria tanto.

-- Vou esperar mais uma semana, talvez ela mude de idéia em relação a gente, mas depois disso vou procurá-la.

Michael se aproximou de Bárbara e a abraçou. Ficaram juntos por mais algum tempo no escritório, depois foram ver como Patrick estava.


 CAPÍTULO 6                                               
CAPÍTULO 5
 CAPÍTULO 4
CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 1

domingo, 3 de abril de 2011

Os Dilemas de Karol - Capítulo 17 – Uma conversa séria.

No dia seguinte, Karol foi acordada por beijos insistentes de Fabiana. Virou-se para ela e ficaram se beijando. Fabiana aproveitou a entrega da mulher e tirou a camisola dela. Beijou seu corpo, fazendo movimentos com a língua que deixavam Karol ainda mais desperta. Não querendo continuar com a aquela tortura, afinal Karol teria de ir trabalhar, avançou sobre seu sexo que já estava encharcado. Fez movimentos circulares com a língua no clitóris de Karol e pode ouvir os gemidos dela aumentarem de ritmo. Ficou naquela tortura por mais alguns minutos quando a sentiu gozar em sua boca. Sorveu todo o líquido e subiu beijando e fazendo carinho em sua pele. Deitou sobre Karol e a olhou nos olhos, ainda esperando que esta recuperasse a respiração por completo.

-- Eu te amo... Desculpa por ter agido como uma idiota na festa... Não quero que a gente brigue.

Fez uma carinha de cão sem dono que Karol nem teve como responder. Abraçou-a forte e ficaram com os corpos nus colados por mais algum tempo. Levantaram e Fabiana foi preparar o café da manhã para Karol enquanto esta tomava banho. Fez um café reforçado e logo em seguida tomou um banho rápido, pois queria levá-la para o trabalho.

Assim que saíram do apartamento, Karol percebeu que Fabiana estava um pouco tensa. Segurou na mão dela ao volante e deu um sorriso confortador. Não queria que ela tivesse dúvidas quanto ao seu amor, mas esta segurança que passava, no fundo, ainda lhe tirava um pouco a concentração. Será mesmo que não havia ficado com uma ponta de insegurança quando viu Bianca? Mas durante anos sequer lembrava-se dela, por que agora estava aflita com a sua presença? E por que foi aparecer justo agora que estava com sua vida toda encaminhada junto com Fabiana?

Assim que chegaram à empresa, Fabiana fez questão de dar um beijo nela, além de um abraço forte. Ficaram uns minutos neste carinho, mas logo tiveram que se despedir.

Karol entrou em sua sala com um pouco de receio do que Fabiana e Bianca iriam falar quando estivessem a sós. Preferiu pensar no trabalho e aguardaria a noite para conversar com sua mulher.


No escritório de Fabiana, esta estava muito nervosa, pois não sabia qual seria sua atitude ao ver Bianca. Pegou uns processos e tentou se ocupar deles, mas estava muito nervosa. Como havia dois processos para tirar cópias, resolveu fazer o serviço pela secretária. Se ficasse muito tempo ali, iria ficar doida.

Pegou os processos e algumas correspondências para serem encaminhadas a outros setores, mesmo com a insistência de sua secretária de que queria que ela deixasse aquela parte para ela fazer. Na confusão, acabou deixando o celular em cima da mesa.


Enquanto Fabiana entregava algumas documentações em diversos setores da empresa, Bianca apareceu na sala para falar com ela. Como a secretária informou que ela havia saído, disse que a esperaria dentro da sala. Entrou e ficou andando de um lado a outro, esperando que ela retornasse. Foi quando reparou no telefone por sobre a mesa. Num impulso pegou o telefone e procurou por um contato específico. Enquanto salvava o contato em seu telefone, resolveu que teria a conversa com Fabiana em outro dia. Saiu e disse para a secretária que voltaria mais tarde, porque estava atrasada para uma reunião.

Karol estava preenchendo uns formulários quando recebeu a ligação de um número desconhecido. Atendeu de forma calma sem saber quem estava do outro lado da linha. Quando a voz soou reconheceu na hora.

-- Bianca!

-- Karol me desculpe te ligar, mas a gente precisa resolver uma coisa. Podemos nos encontrar durante o almoço? Ou você prefere que marquemos outro horário?

-- Bianca, eu não sei se devemos nos encontrar...

-- Por favor, é só por uma hora. Prometo não fazê-la se atrasar. Mas me concede esta conversa, uns minutinhos de seu tempo, juro que não irei me exceder, só preciso resolver as coisas entre a gente.

-- Ok, mas eu escolho o lugar.

-- Claro, me fale o endereço que eu te encontro lá.

Karol disse o local, mas estava com o coração apertado. Não queria que as coisas dessem errado para ela. Se Fabi soubesse que ela estava se encontrando com Bianca ficaria muito chateada. Mas precisava por um ponto final naquela história o quanto antes. Queria seguir sua vida do lado da mulher que amava. Ficou ansiosa para o horário do almoço chegar, o que acabou despertando a atenção de Claudia que a olhava atentamente.

-- Vai me dizer por que esta tão agitada? Está com problemas em casa?

-- Ai, Claudia, não sei o que faço...

-- Sou sua melhor amiga, por que não me conta o que está te incomodando?

-- A história é longa. Mas é o seguinte: a Bianca, aquela que me deu um chute na bunda, voltou e quer conversar sério comigo. Marquei de almoçar com ela, mas não sei o que vai rolar. Eu sei que o que ela fez comigo foi horrível, mas preciso acabar com este fantasma de uma vez. Só tenho medo de a Fabi descobrir sobre o almoço e ficar magoada comigo.

-- Acho que você tem de ser sincera com ela. Liga para Fabi, fala sobre o almoço. É melhor ela saber de tudo por você do que por terceiros. Vai parecer que você a está traindo se não contar.

-- Por que minha vida é tão difícil? Ai, será que ela vai ficar chateada comigo?

-- Não acredito nisso. Ela ficaria chateada se você se encontrar com esta talzinha e não contar para ela. Vai logo, tome coragem antes que ela descubra de uma forma nada agradável.

-- Espero que ela não brigue comigo.

Karol respirou fundo pegou o telefone e ligou para Fabi. Esta atendeu com uma voz bem mais animada, mas quando ouviu até o final, pareceu que a voz perdeu a emoção.

Fabi não queria que as duas se encontrassem sozinhas, mas sabia que tinha de ser forte para aguentar o final desta historia. Disse, mesmo contrariada, que esperava Karol em casa para conversarem, mas que a amava muito.

Assim que Karol chegou ao restaurante uma Bianca sorridente a aguardava. Levantou e puxou a cadeira para ela sentar. Cumprimentaram-se com um aperto de mão que foi a única opção que Karol achou melhor. Nada de beijinho no rosto, queria se afastar o máximo dela.

-- Pronto, me fale por que quer tanto falar comigo?

-- Não sei como entrar no assunto, mas queria que pudéssemos resolver esta situação. Sei que você está com uma pessoa agora, mas quero saber se ainda sente alguma coisa por mim.

-- Não sei como poderia sentir. Também cheguei a imaginar que poderia estar sentindo algo mais depois de sua volta, mas agora tenho certeza que não. Desculpe Bianca, mas só quero seguir minha vida com minha mulher. Não acredito que haja espaço em minha vida para você.

-- Nossa! Você está bem mais segura agora. Quando conversamos da outra vez, parecia me dar uma pontinha de esperança.

-- Se dei esta impressão, peço desculpas, mas agora tenho certeza absoluta que não teríamos nada. Seguimos caminhos diferentes, e o meu está muito bem trilhado.

-- Entendi, acho que podemos almoçar em paz.

Bianca fez o pedido e as duas almoçaram, mesmo com algumas investidas de sua parte.

Assim que terminaram Bianca fez questão de levá-la para o trabalho. Mas, antes que Karol saísse do carro, a puxou para um beijo que não foi correspondido por parte de Karol.

-- Bianca, não faça isso!! Acabou, ou melhor, nunca começou, não é? Uma coisa que quero de você, é que não se aproxime mais de mim. Sei que está trabalhando com a minha mulher, mas o que tivemos no passado não vai acontecer aqui. Só tenho de te agradecer por uma coisa: obrigada por me fazer encontrar a mulher da minha vida. Fora isso, não tenho nenhum agradecimento por sua pessoa. Dizendo estas palavras, Karol deixou o carro de Bianca e entrou na empresa.


Naquela tarde Bianca solicitou transferência para outra cidade, alegando que precisava cuidar de um familiar. Sequer retornou para o escritório, pediu a um auxiliar que providenciasse a arrumação de suas coisas.


Karol ainda estava apreensiva por falar com Fabiana depois do almoço com Bianca. Foi convidada para jantar fora e não recusou porque precisava se desculpar com ela. O jantar seguiu normalmente e Fabiana contava sobre a viagem que fariam e, em nenhum momento, foi citado o nome de Bianca, e as duas esticaram a noite com um passeio pelo parque. Fabiana contava que iria marcar o hotel no dia seguinte, um hotel no qual tinha trabalhado durante a faculdade.


Depois do passeio foram para casa e ficaram se curtindo. Karol adorou, pois imaginava que Fabi estaria tensa, mas as duas tiveram uma noite perfeita de amor.

CAPÍTULO 16
CAPÍTULO 15
CAPÍTULO 14
CAPÍTULO 12
CAPÍTULO 11
CAPÍTULO 10
CAPÍTULO 9
CAPÍTULO 8
CAPÍTULO 7
CAPÍTULO 6
CAPÍTULO 5
CAPÍTULO 4
CAPÍTULO 3
CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 1
Continuando..... e com edição especial Marina and Jenny.