segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Os Dilemas de Karol - Capitulo 7 – Levando um fora

Fiquei tão feliz com a atitude de minha mãe que resolvi falar com a Bianca sobre isso. Liguei pra ela e marcamos de nos encontrar no parque, pois seus pais estavam em casa e ela não queria que eu fosse pra lá. Assim que cheguei fiquei sentada na grama do parquinho e esperei o que para mim era uma eternidade. Quando a avistei abri aquele sorriso, mas ela não estava com uma cara muito boa não. Deu-me um leve beijo nos lábios e sentou de frente pra mim.

-- Bia estou tão feliz, a minha mãe disse que vai nos apoiar no que a gente precisar.

-- Você contou para ela. Fez uma cara que não compreendi na hora.

-- Não, ela disse que nossos rostos já deduravam a gente. Então você não esta feliz. Agora pelo menos lá em cassa não vamos precisar esconder o que sentimos. Vamos poder namorar em paz.

-- Karol .... bem ... eu não sei o que dizer.

-- Só diga o obvio que nos gostamos e vamos ser felizes sempre.

-- Não tenho tanta certeza se te amo.

-- O que... mas você me disse... e foi esta semana ainda. O que você quer dizer com isso Bia. Está terminando comigo.

-- Sabe Ka, não sei ao certo se é isso que eu quero. Não sei se quero ficar com você.

As lágrimas já teimavam em cair pelo rosto de Karol que sentiu sua respiração começar a acelerar, mas não conseguia desviar os olhos de Bianca. Percebeu que ela mexia com o sapato, encarava para eles como se tivesse medo de olhar nos olhos dela.

-- Eu sinto muito Karol, talvez o que você sonha pra gente, não é o que eu sonho. Eu sei que vivemos momentos agradáveis, mas não acho que vá passar disso.

-- Não faz isso comigo Bia, eu te amo muito e sei que você também me ama.

-- Nos somos muito novas para ficarmos presas. Temos uma vida pela frente.

-- Uma vida que sonho ao seu lado.

-- Me desculpa... eu devo levar suas coisas em sua casa, assim não precisará que vá na minha casa buscar.

Karol não conseguiu evitar as lágrimas, começou a chorar e Bianca percebendo que algumas pessoas as fitavam, tentou levá-la pra outro lugar sem sucesso. Pois Karol a encarou com os olhos ainda lacrimejando e disse ríspida:

-- Que bom que você se mostrou agora, se soubesse que você era tão insensível talvez não tivesse me envolvido com você. Faça o que quiser com minhas coisas, se é pra gente não ficar juntas, que suma da minha frente.

Bianca não conseguiu evitar o desconforto que aquelas palavras a fizeram sentir. Sabia que estava agindo errado, mas não podia explicar a verdadeira causa de sua decisão. Sabia que Karol não iria entender. Afastou-se dela com um olhar triste e voltou pra sua casa.

Karol não conseguiu parar de chorar por um minuto, o caminho todo que percorreu o fez com lágrimas na face. Chegou em casa viu a irmã com uma nova “amiga” e correu para o seu quarto. Continuou chorando como se fosse à única coisa que pudesse aliviar-lhe o ânimo. Notou que a porta de seu quarto começou a abrir, mas pediu pra ficar sozinha, seja lá quem quisesse entrar. Não desceu para jantar, passou a noite toda chorando e acabou adormecendo.

Na manhã seguinte não foi à escola, ficou em casa ainda se sentindo mal pelo que havia dito a Bianca. No fundo o que mais queria era reatar o namoro com ela, mas talvez suas palavras tenham selado o fim definitivo das duas. Assim que saiu do quarto se deparou com a irmã que a aguardava na cozinha.

-- Oi, será que podemos nos falar Ka.

-- Não sei, to muito triste e não quero contagiar você com minha tristeza.

Conduziu Karol até a sala e sentou perto dela.

-- Senta aqui. Conte-me o que aconteceu e por que estas olheiras enormes em seu rosto.

-- A Bianca me deixou.

Depois de dizer isso caiu num choro compulsivo no colo da irmã e não conseguiu dizer mais nenhuma palavra. Andressa tentava acalmá-la, mas parecia que só a deixava mais triste. Acabou que teve de dar um calmante para ela. Quando seus pais chegaram para o almoço não conseguiu evitar a conversa sobre o estado de Karol. Andressa contou sobre a decisão de Bianca o que deixou os pais tristes pela situação que a filha deles estava passando. Tentaram falar com ela, mas ela ainda estava descansando sob o efeito do calmante. Deixaram a conversa para a noite.

Quando Karol acordou parecia que sua mente estava uma bagunça. Ligou a TV e estava passando desenho animado em um canal, ficou vendo e até deu umas risadas o que chamou a atenção de Andressa. Ela foi ficar com a irmã e se divertiram um pouco. O nome de Bianca não foi mencionado e Karol não pode se sentir melhor com isso.

Uma semana depois de terem terminado viu Bianca de mãos dadas na pracinha com uma garota. Imaginou que seu termino deveu-se a esta garota. Procurou saber mais sobre ela e quando descobriu que elas eram namoradas há mais de um ano, percebeu que tinha sido enganada. Foi apenas uma conquista para Bianca que estava interessada em levá-la para a cama. Ficou muito chateada por ter sido enganada e mais ainda por ter se entregado de corpo e alma a uma pessoa que só estava interessada em transar com ela.

Karol tomou uma posição de que não iria mais pensar em Bianca e nem em outra mulher. Resolveu se dedicar aos estudos e com isso não deixou que mais ninguém se aproximasse. Criou uma espécie de muro de proteção contra qualquer pessoa que se aproximasse com o intuito de ficar, namorar, etc.

O tempo foi passando, Karol passou no vestibular, começou a fazer faculdade de Administração, e no ultimo ano da faculdade resolveu que já era tempo de morar sozinha. Com o apoio dos pais alugou um pequeno apartamento já com mobília, o que faltava ela foi comprando aos poucos. Começou uma residência em uma grande empresa multinacional que lhe rendia um salário excelente. Com ele podia pagar tranquilamente o aluguel, gastos com o apartamento e com suas necessidades.

Mas uma sombra ainda surgia em sua mente, não conseguia mais se envolver com ninguém, criou uma barreira que impedia de gostar de alguém profundamente.

No trabalho conheceu Claudia que acabou por se tornar sua melhor amiga, mas sempre que saiam não passavam dos flertes com outras mulheres, nunca conseguia se aproximar de ninguém para uma relação mais seria. Começou a acreditar que o problema era consigo mesma, que talvez a barreira que tenha criado também a impediu de amar qualquer outra pessoa.

CAPÍTULO 6
CAPÍTULO 5
CAPÍTULO 4
CAPÍTULO 3
CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 1

Os Dilemas de Karol - Capitulo 6 – Contando para os pais

O namoro com Bianca estava cada vez mais complicado de esconder. Era só olhar para o nosso rosto para perceber que havia algo mais que uma simples amizade. Quando não estava na casa de Bianca, estava no cinema ou quarto de Karol. Estavam sempre juntas de mãos dadas, com uns sorrisos bobos no rosto.

Andressa dava dicas para Karol não dar tanta bandeira, mas era impossível. Bastava falar o nome de Bianca para que seu rosto adquirisse um tom diferente de vermelho.  Certo dia Andressa foi ao quarto de Karol e deitou na cama esperando a irmã chegar, queria ter uma conversa com ela antes dos pais.

Assim que Karol chegou encontrou a irmã no seu quarto, não se incomodou, pois ela tinha se tornado uma das pessoas mais importantes em sua vida. Principalmente por saber de sua opção sexual.

-- Karolzinha é o seguinte, estou aqui para te alertar que mamãe e papai vão falar com você. Como você não desgruda da Bianca eles já estão mais que desconfiados que há mais que amizade entre vocês. O que me preocupa é que os dois parecem estar mais preocupados com você agora.

-- Como assim.

-- Bem, quando eu contei pra eles sobre minha opção eles na aceitaram de inicio, mas me apoiaram. Sei que não vão me acusar de te influenciar, de você ir para o mesmo caminho. Mas você e a caçulinha deles, é normal que eles se preocupem.

-- Não estou entendendo o que você ta falando. Tem alguma coisa errada é isso.

-- Não sei ainda maninha, mas um dia desses vi o papai conversando com o a mãe de Bianca.

-- Mas o que isto tem de errado. Poderiam estar só se cumprimentando.

-- Meio difícil não é Ka, eles nem se conheciam.

-- Acha que podem estragar o que a Bianca e eu temos. Eu a amo tanto.

-- Dá para ver no rosto de vocês. Olha faz o seguinte, conta pra nossos pais, diz a verdade. Eu estarei junto com você para te apoiar. Eu ainda não encontrei o amor de minha vida e por isso não cheguei para eles apresentando ninguém. Mesmo que eles sempre perguntem não senti vontade de apresentar ninguém, se bem que eles devem saber que minhas “amigas” que dormem aqui nunca são só amigas. Só não quero que eles pensem o mesmo de você. Que você será como eu.

-- E se eles me expulsarem de casa, pra onde eu vou.

-- Boba, eles não vão te expulsar, por que se fizerem isso, perdem não uma, mas as duas filhas. Eles gostam que confiemos neles. E se você ficar eternamente saindo com sua “amiga” eles vão se sentir como se não confiássemos neles para contar nada.

-- Você me ajuda mesmo.

-- Vou estar de seu lado, e o Lucas também. Contei para ele sobre mim quando tinha descoberto, ele me deu muito apoio, com certeza este apoio estende a você também.

-- Posso contar amanhã, não sei se tenho coragem de contar hoje.

-- Ka, eu não estou te pressionando para contar. Só acho que deve falar com nossos pais, não importa se hoje, amanhã, ou quando se sentir bem. Só se lembre que temos pais incríveis que amo tanto e que com certeza vão te apoiar.

Andressa deu um forte abraço em Karol e foi para seu quarto. Karol ficou pensando em como contar, mas precisava conversar com Bianca primeiro, para saber a opinião dela.

No dia seguinte chegou ansiosa para falar com Bianca, contou tudo que Andressa havia falado e de como não gostaria de ter seus pais longe dela, sem o conhecimento do que se passava. Bianca ficou um pouco insegura, não aprovava a opinião de Andressa, e não queria que seu namoro fosse uma noticia para todos. Karol ficou chateada, mas amava Bianca demais para deixar que alguma coisa estragasse seu amor. Resolveu manter segredo como ela pediu, mas não sabia até quando conseguiria esconder de seus pais.

Chegou em casa meio desanimada o que não passou despercebido por sua mãe, que a olhava como se fosse sua criancinha de colo. Karol fingiu que não percebeu o olhar da mãe, foi para seu quarto e ficou deitada na cama com a mente pensando a mil. Não ouviu a porta se abrir e muito menos quando sua mãe entrou. Só foi perceber sua presença quando a mesma sentou na beirada da cama e passou a mão em sua cabeça.

-- Oi meu amor, o que foi que aconteceu? Perguntou uma Silvia carinhosa com sua caçulinha.

-- Nada não mãe, só estava triste.

-- E esta tristeza é por algum motivo especial. Sabe que pode contar comigo.

-- Mãe... eu .. é... não é nada.

-- Minha querida nada do que me diga vai me deixar chateada ou constrangida.

Karol só olhou para o rosto da mãe e não prestou atenção no que ela acabara de dizer. Ficou encarando ela sem pronunciar uma única palavra. Até sua mãe a puxar para a colo dela e dizer com uma firmeza que a deixou impressionada.

-- Meu amor sei que você também gosta de meninas assim como sua irmã. Pelo visto todos os meus filhos gostam de mulher.

Não pude deixar de rir deste comentário, era realmente engraçado, éramos três e todos com a mesma preferência sexual. Me aconcheguei em seu colo e soltei um suspiro.

-- Mãe, eu queria ter te contado, mas estava com medo que você não me aceitasse e me mandasse embora de casa. Não quero ficar longe de você, por que te amo muito.

-- Você tem cada idéia meu anjo, sabe que pode contar comigo e com seu pai sempre. Deixa eu te contar um segredo, meu melhor amigo na escola também era como você, ele gostava de garotos e foi através dele que conheci o seu pai.

-- O papai era gay.

Silvia soltou uma gargalhada que Karol ficou sem jeito.

-- Então para ser amigo de gay, você também tem de ser.

-- Não, mas é que se papai andava com ele é no mínimo suspeito.

-- Karolzinha você é mesmo uma piada. Meu melhor amigo é o seu tio, irmão de seu pai. E foi através dele que conheci a pessoa maravilhosa que é o seu pai. Tudo bem que hoje em dia seu tio não de tanta pinta como antes mas ele é uma pessoa maravilhosa. Não é pelo fato de ele ser gay que vou excluí-lo de minha vida. Se fosse assim não poderia estar falando estas coisas com você.

-- Eu sei mãe, é que às vezes fico insegura sobre este sentimento, não e todos que aprovam.

-- Isto é verdade, mas as pessoas certas sabem reconhecer o ser humano por suas qualidades, não os julgam por seus sentimentos. Você tem uma família que te ama e vai sempre te apoiar. Claro que se fosse por mim você ficava com um garoto, mas única e exclusivamente por que não gostaria que passasse por algum tipo de discriminação, mas você é madura o suficiente para contar para as pessoas certas e seu coração irá guiá-la para estas pessoas. Só não se esqueça de uma coisa, sempre estaremos com você.

-- Ta mãe, quando tiver com problemas vou correr para o seu colinho.

Karol deu um forte abraço na mãe e vários beijos em seu rosto. Assim que sua mãe saiu, disse que a amava muito. Adorou que a conversa não tenha saído do modo que imaginava. Sua família era a mais compreensiva e adorável.

CAPÍTULO 5
CAPÍTULO 4
CAPÍTULO 3
CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 1

Os Dilemas de Karol - Capitulo 5 – Primeira vez

Comentei sobre Bianca para Andressa, ela gostou dela, apesar de achá-la um pouco sombria demais com aquelas roupas pretas, mas gostou de me ver feliz. Eu tava mesmo precisando viver uma coisa diferente. Nos duas saíamos quase todos os dias, ela gostava de me dar flores nada parecido com seu perfil de roqueira maluca, mas ela era muito diferente do que parecia ser. A gente gostava de muita coisa como filmes de suspense, musica melancólica e de rock. Adorávamos ir ao cinema e na maioria das vezes éramos expulsas por que falávamos o filme todo. Ou quando uma mão boba resolvia percorrer alguma parte de meu corpo. Apesar dos carinhos, era novidade para mim todo aquele sentimento, sentir calafrios e desejos por uma garota só começou a se tornar normal a medida que o tempo passava. Nosso namoro era perfeito, passávamos mais tempo juntas que separadas.

As semanas foram passando e parecia que Bianca queria avançar para outro nível. Quando ela me convidou para passar a noite na casa dela, quase gelei. Como eu ia me sair, não sabia nada de sexo entre duas mulheres. Recorri a minha irmã de novo. Ela disse que as coisas iriam acontecer com naturalidade que não era para eu forçar nada que eu na quisesse.

Íamos passar o sábado juntas, pois os pais de Bianca somente voltariam na segunda. Ela é tão fofa, preparou o dia com várias surpresas. Desde o almoço até a sessão de filmes à noite, no quarto dela, isso com segundas intenções. Ela pegou uns filmes de suspense além de fazer pipoca e comprar as guloseimas que já sabia que eu gostava. Tava adorando cada momento, mesmo sabendo que não demoraria a que ela avançasse o sinal. Ela sabia que eu era muito tímida, que não tinha muita coragem de avançar, então deixava esta parte para ela. Lá pelas tantas quando já estávamos no meio do segundo filme a Bia começou a passar a mão em mim, não sei como ela se comportou durante um filme inteirinho, mas o caso é que senti meu corpo se arrepiar inteiro com o toque, parecia que todos os meus pelos se eriçavam. Senti a boca dela roçando na minha nuca e me entreguei aquele momento. Não poderia ser melhor, ela foi me beijando e lambendo a minha pele descoberta da roupa bem devagarzinho como se quisesse que eu sentisse e memorizasse cada sensação por cada toque.

Dos beijos simples passou para caricias com a mão e pude sentir que seus toques eram tão gostosos que dava vontade de ficar ali para sempre. Jamais havia tido estas sensações. Ela me deitou devagar na sua cama e tirou a blusa dela. Ela estava sem sutiã e quando vi seus seios intumescidos, senti uma vontade enorme de tocá-los. Como que prevendo minha reação ela pegou as minhas mãos e deixou que elas sentissem a sua pele, que parecia estar fervendo, ou era o meu interior que estava naquele calor todo. Adorei acariciá-los e apertá-los, era uma sensação incrível. Ela me beijou novamente e começou a descer com aquela língua por meu corpo que por onde passava me deixava mais excitada. A cada caminho percorrido parecia que eu ia ter um ataque de desejo e quando ela chegou em meu sexo soltei um grito agudo quando sua língua me tocou, foi como se tivesse entrado em minha alma. E não parou por ai, pois a Bianca introduziu dois dedos aumentando ainda mais o meu desejo. Rebolava em seus dedos e pela primeira vez senti o que é gozar.

Nossa o que senti depois daquilo não tinha nem palavras, era como se o vulcão adormecido em meu corpo tivesse explodido e saído por cada poro de minha pele. Minha respiração estava tão acelerada e as batidas de meu coração parecia que tava tendo um ataque. O sorriso de Bianca quando me beijou os lábios era o mais lindo que já tinha visto. Ela ficou acariciando o meu rosto e dando beijinhos até que eu recuperasse daquele momento.  Senti que meu rosto estava em chamas e cada toque de Bianca deixava meu corpo ainda mais em alerta de que gostaria de repetir o feito.

Assim que me recuperei senti uma vontade imensa de percorrer aquele corpo, queria fazê-la sentir todas as sensações que meu corpo sentiu. Me virei e fiquei em cima dela, comecei a beijar seu pescoço, a sentir sua pele na minha. Uma sensação muito boa, beijei, lambi seu colo, seus seios intumescidos. Adorei tocá-los com a língua e com as mãos, era de uma textura incrível, e o prazer que me proporcionava so de toca-los era fabuloso. Beijei sua barriga, tão linda e quando cheguei ao seu sexo encharcado não consegui resistir muito tempo, avancei minha boca naquele sexo, pulsante e que exalava um cheiro delicioso que me fazia sentir como se não houvesse outra coisa mais importante no mundo. Fiquei no sexo dela por muito tempo entre mordida, lambidas e estocadas e quando percebi seu corpo tremer me deliciei com seu gozo. Bianca estava ofegante e quando fiz o caminho de volta, beijando cada pedacinho de seu corpo senti que ela me apertou num abraço que parecia ser de posse. Sua respiração batia em meu pescoço me deixando ainda mais excitada. Comecei a beijá-la novamente, o fogo que estava em meu corpo se ascendia novamente. Não conseguia entender de onde vinha tanto desejo, mas só queria me satisfazer por completo.

Ficamos rolando na cama até a madrugada. Minha primeira vez não podia ser melhor. Só conseguimos dormir quando já estava amanhecendo, estávamos exaustas para continuar. Dormi aconchegada no abraço de minha namorada, com as pernas enroscadas nas dela. Me deu uma sensação de que nada no mundo pudesse ser mais perfeito que aquela primeira vez.

As 11 da manha abri os olhos e senti um abraço gostoso que não me deixava sair. Fiquei ali olhando o rosto de minha amada, senti uma vontade enorme de beijá-la, mas não queria acordá-la. Dei um selinho nela, mas não consegui resistir ao seu cheiro, comecei a beijar seu rosto, minhas mãos começaram a passear por seu corpo nu. Tava encantada com tudo que passei e só me dava mais vontade de possuí-la novamente. Bianca abriu os olhos e me encarou ainda sonolenta, sorriu e se virou ficando em cima de mim.

-- Acha mesmo que vou deixar você fazer amor comigo sem que eu possa aproveitar também, disse Bianca enquanto se ajeitava em cima de meu corpo.

-- Amor. -  Fiquei tão emocionada que se fosse outro momento teria derramado litros de lágrimas.

-- Claro que é amor. Acha que sou uma besta que não te ama. Faz tempo que queria dizer que te amo, mas não sabia qual seria a sua reação. Mas vamos fazer certo.

Bianca sentou na cama e me fez sentar também. Pegou em minhas mãos e olhou dentro de meus olhos, me deixando arrepiada com aquele olhar.

-- Karol queria que soubesse que você não é apenas uma simples pessoa na minha vida. Sempre me senti diferente quando estava perto de você. Demorei até perceber que o que sentia por você era mais que uma simples admiração ou amizade, percebi que era um sentimento bem maior, que me faz não querer ter você longe de mim em nenhum momento. Quando seus olhos pairam sobre os meus, sinto minhas pernas bambearem e seu sorriso e tão lindo como se fosse a minha esperança de que sempre estaremos ligadas. Eu te amo Karol, te amo tanto que às vezes penso que não existe ninguém no mundo além de você.

Dizendo isso, vi lágrimas rolarem por seu rosto. A minha primeira reação foi limpar seu rosto e beijar todo ele e seus lábios.

-- Bianca, eu sei que o que eu disser não vai chegar aos pés do que acaba de me dizer com suas palavras que me tocaram mais ainda a minha alma. Saiba que te amo tanto que pra mim também só de ter você e como se todos os meus sonhos pudessem ser realizados. Eu te amo, te amo, te amo muito.

As duas aproveitaram o domingo inteiro entre caricias, fazendo amor e só se separaram na noite de domingo quando não puderam dormir juntas por causa dos pais de Bianca que voltaria na segunda pela manha.

Chegando em casa Karol se jogou na cama e ficou suspirando por Bianca. Como gostaria de estar com ela. Já estava morrendo de saudades.

CAPÍTULO 4
CAPÍTULO 3
CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 1

Os Dilemas de Karol - Capitulo 4 – Descobrindo novos sentimentos

Depois do fatídico dia na sala de fotografia fiquei sem falar com Fabiana por uma semana por que ela não me contou quem eu havia beijado. Depois que voltamos ao normal ela me contou que estava de mudanças com os pais. Eles iriam morar em Porto Alegre por que o pai dela era da policia e foi designado para trabalhar lá. A gente nem teve tempo de voltar a ter a amizade que tínhamos antes. Fiquei muito deprimida por ela ter ido embora e não queria mais sair de casa. Como era a filha mais nova meus pais obrigaram a Andressa a ficar comigo sempre que saiam.

Já tinha se passado um ano desde que Fabi foi embora, mas sempre lembrava dela. Andressa tinha parado de falar com a Paola desde o dia que falei do beijo dela no rapaz e pouco tempo depois ela estava com outra amiga a Cristina. Eu sabia que não era amiga, mas ela dizia que era então não criei caso.

Estávamos numa tarde de sábado vendo um filme que ela pegou e disse que eu poderia gostar, Imagine Me You e fiquei deitada no sofá com a cabeça no colo dela. Ela me fazia cafuné, a gente nunca esteve tão próxima, e eu estava adorando, principalmente por que só tinha o David de amigo e também por que a Vanessa foi transferida para outro colégio, um desses de riquinhos e não queria mais sair comigo.

Quando percebi que o filme era de amor entre duas mulheres resolvi fazer umas perguntas para Andressa. Queria tirar minhas dúvidas e ela devia saber.

-- A mamãe sabe que você beija meninas?

Esta pergunta a pegou de surpresa. Ela continuou olhando para a tela do vídeo e pensou no que iria me responder.

-- Sabe, ela não gostou no inicio, mas agora ela aceita melhor.

-- Você e a Cristina são namoradas.

-- Somos. Sabe que bom que não esta achando isso estranho, sempre tive medo de contar para as pessoas, tem pouca gente que sabe. E o David, vocês são muito amigos não são.

-- O David é um bobo, uma vez fui beijar ele, mas ele não tem beijo gostoso.

-- E como sabe quando um beijo é gostoso. Disse Andressa achando graça do modo com que a irmã tava falando.

-- E que eu beijei uma menina.

-- O quê?

Karol ficou sem jeito, começou a sentir que o rosto ficava vermelho de vergonha.

-- Eu beijei uma menina. Mas você não vai contar para a mamãe não é, não quero que ela me expulse de casa.

-- Não seja boba Karol, a mamãe não vai te expulsar. O papai sim hahaha.

Karol levantou do colo dela espantada.

-- Calma, estou brincando com você. O papai também não se importou quando eu disse que era lésbica. Temos sorte de termos a família que temos. Mas me conte de seu beijo. Como você se sentiu ao beijar uma garota.

-- Não sei quem é a garota.

-- Mas você não a beijou, como não sabe quem é ela.

-- É uma longa historia.

-- Temos a noite toda, nossos pais vão chegar bem tarde.

-- Foi a Fabiana que me fez beijar ela.

-- Explica direito isso. Ela te obrigou.

-- Não. Sim. Não sei. Ela disse que já que você beijava garotas era para mim beijar e contar como era.

-- Vocês duas e suas brincadeiras. E o que você sentiu.

-- Eu achava que beijo era nojento, mas ai quando eu beijei a menina achei tão gostoso.

-- Não liga Ka, você vai encontrar alguém que te faça sentir o que sentiu, só tem 15 anos. Vai ter um monte de meninas correndo atrás de você. Vamos fazer o seguinte já que você e uma mocinha responsável, eu vou te levar para sair comigo e com a Cris. Nos vamos a uma festinha de uma amiga dela, mas já sabe que vou estar no seu pé, ou seja não vou te deixar beber nada.

-- Ta bom mamãe numero 2. Mas o que tem de mais nesta festa ai. Só vai ter garotas é.

-- Não vai ter garotos também, se você sentir vontade de conhecer alguém eu te dou um empurrãozinho.

-- Sei não. Não estou com muita vontade de sair não.

-- Você não vai ficar presa em casa para sempre por que sua amiga teve de se mudar. Agora você tem a mim, vamos ficar inseparáveis e ai você vai sentir menos falta dela.

-- Está bem.

As duas assistiram o restante do filme. Ficaram um tempo conversando e logo depois foram dormir. Era um novo começo na vida de Karol, um começo sem sua melhor amiga.

“Desde que Fabiana foi embora não teve mais nenhuma amiga como ela. Ela era especial, mas aprendeu que ficar com garotas era algo bem diferente. Minha irmã me ajudou muito em tudo.

Comecei a sair com uma garota mais velha que eu, dois anos, ela era muito gentil, bonita. Apesar de que quando nos beijávamos não senti o que havia sentido no primeiro beijo. Fiquei com algumas garotas e com um menino, achei que por eu não ter tido nenhum sentimento por garota era por que gostava de meninos, mas não era verdade, eu gostava mais era de mulher mesmo.

Numa dessas saídas com minha irmã me interessei por uma garota meio gótica. Ela se vestia toda de preto, a pele branquinha e o cabelo preto. Pintava os olhos, unhas e lábios de preto, achei ela fascinante e começamos a ficar, gostava do jeito dela, era tão atirada. Me levava para um monte de lugar que nem conhecia naquela cidade e adorava quando me beijava, era tão carinhosa. Gostava muito dela, ela me fez deixar a sombra do primeiro beijo de lado e como a gente estava passando muito tempo juntas ate me deixei esquecer um pouco de Fabiana. Afinal ela não iria voltar e a gente era só amigas, a Bianca podia ser minha namorada. Minha namorada, nossa e uma coisa tão estranha falar isso. E engraçado também, pois as pessoas estranham, mas quando estamos juntas não me importo com o mundo lá fora. Só com meus sentimentos que parecem trilhar um novo caminho”.

CAPÍTULO 3
CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 1

Os Dilemas de Karol - Capitulo 3 – Primeiro Beijo

Entramos na sala de aula com o pique todo, quer dizer menos eu que estava inteiramente nervosa, aflita, ansiosa para saber quem eu teria de beijar para que Fabi tivesse a resposta de como é o beijo entre duas garotas. Toda hora eu olhava para ela que ficava tranqüila. Mas claro quem iria beijar era eu e não ela. Para completar tivemos um teste surpresa que não fui muito bem. Assim que a aula terminou fiquei sentada e não me movi, Fabi achou estranho e veio falar comigo, pois tínhamos de ir para a próxima aula.

-- Que houve. Que cara de velório é esta.

-- Não fui bem no teste.

-- Mas a gente estuda todo dia, e a gente estudou isso anteontem, como você pode ter ido ruim.

-- Sei lá, fiquei pensando no beijo.

-- Que beijo.

-- Se você não lembra é sinal que eu não preciso mais beijar ninguém.

-- Não enrola, se deu mal por que ficou pensando nesta bobagem.

-- Você já beijou alguém por acaso. Eu nem sei o que fazer.

-- Não beijei porque você vai beijar e me dizer como é.

-- E se eu não souber fazer direito.

-- Ai o problema é seu.

-- Grande amiga é você heim.

-- Tem de treinar no braço.

-- E pagar um mico aqui na escola. Não obrigada, já tenho problemas demais.

-- Vamos, vou estar lá pra te ajudar, no que precisar.

-- Vai me ajudar a beijar se nem você sabe como e.

-- Vou nada, vou e te dar apoio. Sabe, amiga é para isso.

-- Excelente amiga você.

David chegou perto das duas e disse que tinha visto Andressa e Paola discutindo perto do estacionamento. Karol e Fabiana nada disseram, continuaram em silêncio e caminhando até chegarem na sala. Sentaram próximos. Vez por outra David colocava uma de suas mãos em cima da mão de Karol, ela retirava e olhava furiosa para ele. Fabiana via a cena e se sentiu um pouco incomodada com aquilo. Mas não sabia o que a estava chateando, sabia que os dois eram somente amigos. Mas estava visivelmente chateada em ter de presenciar aquela cena.

A aula era de português e demorou um pouco a terminar, a professora passou alguns exercícios de dever de casa para serem entregues na próxima aula e os três saíram juntos. David queria acompanhar Karol até sua casa, mas ela disse que não precisava que iria fazer uma coisa depois da aula.

-- O que você vai fazer. Posso ir junto com você.

-- Não David, eu vou sozinha. Não preciso de guarda costas. Acompanha a Vanessa, olha ela esta lá no portão sozinha. Vai lá.

-- Tá, mas amanhã eu vou com você. Tchau Karol. Tchau Fabiana.

-- Onde você arranja esses amigos chatos.

-- Ele não é chato.

-- Não, imagina. Só eu que reparei que ele não sai do seu pé.

-- Para com isso Fabi, ele é meu amigo, como você é minha amiga.

-- Pronta para o desafio.

-- Não.

-- Mas vamos assim mesmo.

As duas caminharam até a sala de fotografia. Ela estava fechada mas como Fabiana estava de ajudante de limpeza naquela semana, possuía as chaves. As duas entraram e estava totalmente escuro. Karol começou a estremecer, não sabia o que tinha de fazer, mas para ter sua amiga de volta tinha de beijar a tal garota. Assim que a luz foi acesa não viu ninguém.

-- Cadê a tal menina.

-- Calma, primeiro você tem de ser vendada, por que ela também não quer que vejam nada. Eu vou apagar a luz e ai vocês se beijam.

-- Que. Como vou beijar alguém que não vou ver.

-- Eu vou colocar vocês duas frente a frente.

-- Ela também vai estar vendada.

-- Vai.

-- Espera, se você vai apagar a luz como vai ver. Eu não vou fazer duas vezes não.

-- Você pergunta demais Ka. Fica quieta e faz o que eu to mandando.

-- Mandona. Ah se a mamãe sabe de uma coisa dessas, ela me põe na rua.

-- Deixa de ser besta, ela não vai saber por que não vou contar nada. Agora se prepare que vou te vendar e não invente de retirar a venda esta bem.

-- Espera, deixa-me respirar um pouco. Ela já chegou.

-- Está aqui na porta esperando.

-- E como você sabe, você vê através da porta.

-- Para de encher Ka. Concentre-se. Vou chamá-la.

-- Tomara que mamãe não saiba. To calma, to... calma.

Fabiana tocou no acendedor e depois abriu e fechou a porta. Aproximou de Karol e encostou os lábios no dela. Deram um selinho e depois ela entreabriu os lábios de Karol com a língua. Karol deixou que acontecesse, e achou maravilhoso. Ficaram se beijando por um tempo, parecia que era uma eternidade. Estava adorando aquele contato, parecia que seu corpo tava quente e suas mãos estavam ansiosas por tocar, mas não sabia o que Fabiana faria se tocasse.

“Nossa, aquele beijo foi a coisa mais maravilhosa que já provei na minha vida, tinha gosto de... não sei bem o que, mas era doce e tão gostoso, dava vontade de ficar ali beijando um tempão.” Pensou enquanto a garota se afastava. Ouviu um som de porta e continuou quieta onde estava.

Fabiana acendeu a luz e olhou para o rosto de Karol, ela parecia que estava feliz, com uma cara de boba.

-- Então o que você achou.

-- Só falo se souber quem eu beijei.

-- Não dá para falar, porque a garota saiu quase que correndo daqui.

-- Ah. Achei que ela tinha gostado.

-- Você gostou.

-- Gostei Fabi, me fala quem eu beijei.

-- Não posso, ela me pediu para não falar quem eram.

-- Você é muito chata. O que custa me falar.

-- Se esta tão afim dela vai atrás dela, ela não deve ta longe.

-- Ah ta, saio que nem uma doida procurando nem sei quem. Sabe de uma coisa, eu vou embora, to com raiva de você.

-- Deixa de coisa Ka, foi só um beijo.

Meu primeiro beijo. Meu primeiro e maravilhoso beijo.”

As duas saíram em silêncio e assim que chegaram  na rua cada uma seguiu para um caminho, ambas pensando no que acabaram de fazer.

CAPÍTULO 2
CAPÍTULO 1

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Os Dilemas de Karol - Capitulo 2 – Um olhar indiscreto

Enquanto reparava Paola com o garoto, Karol foi surpreendida por David que estava admirando-a. Ele chegou perto dela e colocou a mão no ombro dela, fazendo com que ela desse um pulo com o susto que tomou.

-- Caramba garoto, tu quer me matar de susto é. Podia ter avisado que tava chegando.

-- Gosto de fazer surpresas. Então o que ta fazendo aqui.CAPÍTULO 1

-- Nada que seja de sua conta.

-- Puxa que mau humor, não se esqueça que sou o seu salva vidas.

-- Que!

-- Ora te trouxe na escola a tempo.

-- E quer um Oscar por isso.

-- Sabe a gente pode fazer aquilo também.

-- Fazer o que.

-- Beijar.

-- Eca, que nojo. Não mesmo, deixo pra eles.

-- Como pode saber se é nojento se não beijou.

-- Você já beijou.

-- Não.

-- Então, é nojento e pronto. Vou pra aula, perdi muito tempo com tudo isso.

-- Viu a nova garota, ela vai estudar na sua sala, ela é muito bonita.

-- Por que não vai lá e beija-a.

-- Por que quero beijar você.

-- Sem chances, minha boca ta bem onde ta, não vou enfiá-la na boca de ninguém. Credo.

-- Já disse que não é nojento.

-- Vai pra sua sala e me deixa em paz. Não vou beijar você, vai procurar quem queira.

“Eca, que coisa mais nojenta, ter de enfiar a língua na boca dos outros... até me arrepiou de tanta nojeira”, pensou Karol. Caminhou apressada para sua aula. A primeira aula era de biologia e não foi somente ela quem chegou atrasada. Fabiana e a tal garota chegaram depois de uns cinco minutos e a professora reclamou tanto. Karol ficou rindo baixinho do ocorrido o que lhe rendeu um olhar frio por parte de Fabiana. Ao contrário da nova garota que a olhou de um modo diferente. Não sabia explicar, mas ela não parecia ter se incomodado por ter levado uma bronca por chegar atrasada.

A aula transcorreu tranquilamente e assim que terminou Karol ficou vendo sua talvez ex melhor amiga te abandonar para sair com a novata. Sentiu muito por ter brigado com ela na noite anterior. Enquanto as duas estavam sempre juntas ficou pensando e martelando um plano de conseguir sua melhor amiga de volta, nem que para isso tivesse que beijar alguém.

“Eca” voltou a pensar no assunto.

Foi para o banheiro e ouviu um barulho em um dos banheiros. Ficou em silêncio tentando saber o que eram aqueles ruídos. Assim que a porta abriu viu sua irmã sair de lá com a Paola. As duas estavam muito suadas e com uma cara de felicidade.

-- O que você faz aqui pirralha vai brincar vai.

-- Vou contar pra mamãe.

-- E o que você vai contar exatamente.

-- Que você beijou a Paola, e que a Paola beijou o cara sujo de tinta no pátio da escola.

-- Depois a gente se fala pirralha. – Lançou um olhar de raiva para Paola. – Vem comigo.

Andressa olhou para Paola com cara de poucos amigos e a chamou pra fora do banheiro. Karol ia seguir as duas, mas no momento que estava saindo à nova garota entrou, estava com uma mancha na blusa que usava. Parecia ser de catchup. Nem deixou Karol sair, a empurrou e tirou a blusa ali na sua frente. Karol ficou olhando para aquela morena seminua no banheiro do colégio com uma cara de espanto e mais ainda com a sensação que estava sentindo. Ela tinha uma pele que parecia ser tão lisinha, não tinha mancha nenhuma. Ficou reparando no cabelo, liso e negro como os olhos que a encaravam pelo espelho.

Sentiu uma coisa estranha, mas não conseguia desviar os olhos dela. Ela virou de frente e Karol sentiu que seu rosto denunciou a vergonha ao ver os seios dela. Eram de tamanho médio e seus olhos não conseguiam se desviar para outro lado. Tomou coragem para perguntar se ela queria ajuda, mas o que saiu da sua boca foi:

-- Nossa você tem peito grande.

-- Quê?

-- E,... Sabe não era o que eu ia falar... Ia perguntar se você... Se você...

-- Se eu o quê?

-- Nossa você tem tatuagem.

-- Você repara muito em tudo não é. É uma mancha de nascença.

-- Parece que tem formato.

-- É parece mesmo.

-- Desculpa, eu sou a Karol, você precisa de ajuda.

-- Parece normal agora.

-- Uai, eu era anormal.

-- Não é isso. Você é engraçada. Chamo-me Vanessa.

-- Eu tenho uma blusa na mochila você quer emprestada. Só não sei se cheira bem.

-- Por que diz isso.

-- É que está na mochila desde a semana passada.

Karol pegou a blusa e entregou para Vanessa e explicou por que a blusa estava na mochila este tempo todo. Ela cheirou a blusa e disse que não estava com cheiro ruim. Vestiu enquanto Karol olhava para a barriga dela.

-- Você faz ginástica?

-- Não, por quê?

-- Você ta com barriga de modelo.

-- É que sou magra mesmo. Que aula você tem agora.

-- Matemática. Você e de minha turma não é.

-- Sou sim, fiz uma amiga hoje o nome dela e Fabiana, você conhece.

-- Sim é minha melhor amiga, mas ta com raiva de mim hoje.

-- Por quê?

-- A gente briga muito, mas vou fazer as pazes com ela agora.

-- Boa sorte.

As duas saíram juntas e assim que viram Fabiana, Vanessa deixou as duas conversarem sozinhas. Não queria atrapalhar ficando no meio da amizade delas.

-- Fabi me desculpa, eu beijo quem você quiser, mas vai ter de ser em um lugar que ninguém veja esta bem. Mas com a condição de que sejamos amigas de novo.

-- Ótimo, me espere na sala de fotografia. E quando chegar lá você vai saber quem você vai beijar.

-- Tá bem, mas se contar pra alguém eu juro que não converso com você nunca mais.

-- Não vou contar. Você viu a nova garota ela não é bonita.

-- Ah. Nem reparei.

-- Sei.

-- Sabe o que sua doida.

-- Eu sei que você não reparou, só fica voando.

As duas caminharam no corredor e pararam quando viram Vanessa conversar com David perto do bebedor, Karol ficou sem jeito, pois parou de andar e ficou olhando para os dois.

“Por que esta menina me deixa desse jeito, o que que é isso que eu to pensando. Minha mãe vai me matar. Ai ai ai.”.

-- Aconteceu alguma coisa Ka.

-- Nada não, to nervosa com o beijo. Se eu vomitar e passar mal vai ser sua culpa.

-- Deixa de ser tão fresca. Vamos logo, já estamos atrasadas de novo.

CAPÍTULO 1

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A Girl Thing


O filme A Girl Thing contém quatro histórias, foi lançado no ano de 2001. Irei citar a terceira que é a meu ver a mais importante em se tratando do tema. A história gira em torno da insegurança de uma advogada Elle Macpherson (Lauren Travis) quando se vê as voltas com um interesse por Kate Capsshaw (Casey Montgomery). O filme contém boas cenas e são calientes também. Detalhe para a primeira noite de amor de Lauren. Aqui vão algumas imagens para vocês ficarem com água na boca.

Se você é o tipo de pessoa que não consegue esperar para que o filme surja nas locadoras, procure por um Torrent com o endereço de download e vá em frente, o filme é muito bom.

Clubelez

Os Dilemas de Karol - Capitulo 1 – Reparando

Karol tinha acabado de completar 14 anos e como era ainda uma pré-adolescente adorava sair com sua melhor amiga Fabiana a qual sempre a colocou em diversas encrencas. As duas viviam aprontando todas e em todos os lugares. Certo dia resolveram praticar uma peça na irmã de Karol, Andressa, que sempre as colocava de castigo ou deletava suas travessuras. Bolaram um plano de jogar balões de água nela antes que ela saísse para passear, assim ela iria aprender a não contar mais nada sobre elas. As duas ficaram escondidas no jardim da casa, mas quando resolveram colocar o plano em ação foram surpreendidas pela amiga de Andressa que fechou a cara para as duas e no mesmo instante as mandou irem para o quarto, caso contrário contaria sobre a intenção das duas.

As duas foram para o quarto de Karol cabisbaixa depois de levar um sermão e cada uma com uma cara mais emburrada que a outra. Chegando lá se jogaram no colchonete armado no quarto. Ficaram um longo tempo deitadas pensando em uma maneira de se vingarem. Não deixariam barato aquele castigo.

-- Sabe Ka, você poderia contar para sua mãe, assim ela não permite que a Paola venha mais aqui, que menina mais chata.

-- Liga não Fabi, vamos fazer o seguinte vamos ver se descobrimos alguma coisa delas e ai a gente pede para elas pararem de nos perturbar. Vi isso em um filme, assim poderemos mostrar que temos uma coisa contra elas e que elas não poderão mais nos deixar de castigo.

-- Sei não, da ultima vez a sua irmã nos prendeu no quarto. Não to afim de ficar presa de novo.

-- Vai Fabi, só desta vez.

-- Só desta vez, mas se elas nos pegarem fico sem falar com você por uma semana esta bem.

-- Tá.

Saíram do quarto e ficaram se espreitando na parede, como no filme, deste modo não fariam nenhum barulho. As duas tentaram ver o que estava acontecendo no quarto da irmã de Karol depois que subiram na árvore do jardim, mas assim que ficou mais escuro saíram de lá por que era preferível ficarem sem saber do que as duas tanto falavam do que ficarem de castigo. Ficaram jogando vídeo game até tarde quando ouviram a porta do quarto abrir, correram para a janela e ficaram observando quando Andressa deu um beijo na boca de Paola. Depois que as duas se despediram ainda ficaram observando, mas logo deitaram no colchonete preparado pela mãe de Karol e ficaram em silencio.

-- Sabe, acho que sua irmã beija meninas.

-- Que que tem?

-- Você beija meninas?

-- Não, mas o que que tem de mais.

-- Ta Karol, você é muito imatura... hum ... sabe o que estou pensando. Isso me deu uma idéia e você vai me ajudar em uma coisa.

-- No que, me fala vai. – Karol ficou totalmente empolgada. Adorava as travessuras que a amiga inventava e ainda mais quando estava no meio dela.

-- Amanhã no final da aula, eu vou fazer você beijar uma menina, assim você me conta como é.

-- E por que tem de ser eu, que eu saiba a idéia e sua. Quem tem de beijar é você.

-- Nem vem, se sua irmã beija, você também pode beijar.

-- Não quero.

-- Se não fizer, não falo mais com você.

-- Então vou falar com minha mãe pra te mandar embora, você esta na minha casa.

-- Nem ligo, você me convidou, e sabe do mais pode sair do meu colchonete, ele e pra mim dormir, vai logo para sua cama e me deixe aqui.

-- Ótimo, não falo mais com você, boba.

-- Bocó. Deixa você ver amanhã, vou contar pra sua mãe que você me destratou e vou contar pra minha também. Se vai ver só.

Karol foi pra sua cama e de lá ficou olhando para Fabiana virada de costas para ela. Ficaram em silêncio até que o cansaço das brincadeiras venceu as duas. No meio da noite Karol sentiu vontade de ir ao banheiro.  Depois pegou um copo de água que Fabiana sempre tomava pela manhã e deixou na mesinha do computador. Reparou que ela estava com um shortinho curtinho do babydoll que mostrava parte de suas coxas. Ficou olhando para ela, sem entender o porquê do fascínio que a amiga causava. Não soube entender por que isso a deixou incomodada, mas ver Fabiana dormindo e com as pernas de fora pareceu um divisor do que sentia por ela.

Voltou pra cama e ficou vendo como Fabi dormia tão bonitinho, deu um sorrisinho e não demorou a voltar a dormir.

Fabiana acordou cedo e viu a água na mesinha. Se lembrou da briga e não entendeu quem colocou aquela água ali se não havia nada na noite anterior. Somente Karol sabia da imensa sede que sentia sempre que acordava, mas como ela colocou a água ali se nem tinha acordado ainda. Ficou olhando ela dormir e depois se vestiu e saiu do quarto. Desceu rapidamente as escadas, pegou um maça na fruteira, deu um beijo na mãe de Karol e saiu com sua mochila antes que pudesse responder se Karol tinha ou não acordado.

Karol acordou com uma preguiça. Olhou o relógio e viu que já eram quase 7 horas. Pegou o uniforme jogado debaixo da cama, vestiu o mais rápido possível a roupa, correu para a cozinha, pegou uma maça e deu um beijo em sua mãe, que já iria lhe fazer um monte de perguntas, mas disse que estava atrasada que cochilou depois que Fabiana saiu e tem de voar para não perder a aula.

Encontrou com David no caminho que estava de bicicleta e este deu uma carona para ela chegar mais rápido no colégio, chegou em cima da hora, a tempo de ver Fabiana conversando com uma menina diferente que nunca tinha visto na escola.

Fabiana a viu e ignorou, indo com a tal garota para o lado do campo de futebol que ficava do outro lado da escola. Sentiu uma coisa estranha no peito como se fosse arrancado alguma coisa de lá. Ficou triste por que as duas sempre foram amigas. Resolveu ir para a biblioteca lá pelo menos poderia ficar entre os livros que adorava ler.

No caminho viu Paola conversando com um rapaz que estava sujo de tinta, ficou olhando um pouco para ela e depois a viu beijar ele na boca.

--  Como é que ela pode ficar com um cara tão fedorento, se fica beijando a minha irmã. E por que ela fica com os dois. Nossa ela tem uns peitos tão grandes!

“Por que será que pensei isso”.